quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Forgive me, Russo

Há uma tempestade castanho escura vindo do mar
Ela tem a cor dos meus olhos, dos teus medos
Dos nossos erros que resolvem se misturar
Ela é da mesma cor da dor de gente tão jovem
É da cor de teus pais, teus filhos
Da moça que mora no quinto andar
Ela é da cor da saudade
Que é mais,
Muito mais
É sempre algo mais.
Perdoe-me por fazer teu coração bater desritmado
É que o meu já vem batendo à toa há muito tempo
E isso dói.

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