segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Duas doses. Com gelo. Sem açúcar

O que nos aconteceu neste ano?
O que estamos nos tornando?
Por qual razão nos matamos diariamente com palavras duras e silêncios devastadores?
Por que aceitamos o mal de forma tão pacífica e nos chocamos com a manifestação de algo bom?
Por que fazemos promessas e jogamos palavras ao vento?
Será que nós realmente não fazíamos idéia de que isso tudo voltaria em nossa direção?
O que esperamos de nós mesmos e dos outros? E por que esperamos tanto?
Qual feitiço nos faz cometer o mesmo erro repetidas vezes? Como se já não soubéssemos como isso tudo iria acabar...
Qual a razão de toda essa cobrança? E essa necessidade impiedosa que temos de tentar sermos perfeitos? De tentar fazer as coisas de um jeito menos ruim? Qual o significado dessa brincadeira na qual entregamos munição aos nossos assassinos em potencial?
Quais segredos a noite esconde? Que poder é esse que ela exerce sobre nós a ponto de nos fazer enxergar tudo tão claramente? A ponto de nos fazer descobrir quem somos e quem achamos que deveríamos ser?
Que insensatez é essa  que nos faz apedrejar nossos próprios desejos, axincalhar nossas próprias dores e subestimar quem nós somos?
Que loucura é essa que não nos deixa dormir à noite mas que nos faz desejar um coma induzido durante o dia?
Que ilusão é essa à qual nos agarramos na tentativa de escapar dessa realidade miserável e incolor?
Que delírio é esse que nos deixa apegados a segundos de prazer que trazem meses de desespero contínuo?
Que vida é essa?
Que amor é esse?
Que ano é hoje?

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"The quiet things no one ever knows"

This is one of those days, I guess. Those days when you're not living.
You do some stuff: some housework here, some reading there. But it feels like you're not really doing anything, because you're not really there.
It's one of those days when you don't leave the house under any circunstamce, because you're too terrified of actually having to "participate" in real life. And sometimes you feel ok about not making any effort.
It is like you're getting so deep in the sadness that you actually stop feeling it, and you begin to feel nothing instead. It's a huge amount of deep nothing.
You spend the days doing things in automatic mode. You wake up and make it through the day as if it was an obligation, something you must keep doing to not disturb the order of the world, to not disturb other people's lives.
Not even the songs can help you anymore. But it's fine! You're fine!
As long as nobody realizes what's really going on, or as long as you don't shut the world down. As long as you don't shut your world down.
"The moon is up over one tree hill..."