domingo, 20 de março de 2011

Fallout


O homem e a máquina.
O homem criou a máquina e eles passaram a andar juntos. Ficaram juntos o tempo todo. Até que o homem já não sabia mais viver sem a máquina.
Ele estava dependente. Estaria perdido e desolado caso se distanciasse da máquina. Ele parecia não conseguir se desvencilhar dela.
O homem então passou a usar a máquina para preencher seu imenso vazio.
O homem fez coisas grandes com a máquina. Ficou poderoso. E de tão poderoso ficou louco. Começou então a disseminar sua loucura através da máquina. O homem estava usando a máquina como instrumento de disseminação de sua ganância e ira.
Depois de um tempo, a máquina já não conseguia preencher o vazio do homem. O vazio agora estava muito maior.
O homem então lutou. Tentou se desprender da máquina, e, assim como ela, entrou em pane.
A passos lentos o homem foi se desvencilhando da máquina. Seus corpos, e vozes, que antes se confundiam tornando-os apenas um, agora já conseguiam ser distinguidas ecoando no infinito.
E se separaram. Se isso seria bom ou ruim, ninguém ainda saberia dizer. Tampouco saberiam dizer se o homem conseguiria sobreviver em sua existência distante da máquina. A única coisa que sabiam é que agora era possível ouvir o homem. Sua voz alí, separada totalmente da máquina, no fim da melodia.

"Estou andando na fumaça das pontes que queimei. Então não peça desculpas, estou perdendo o que não mereço. A culpa é só minha pelas pontes que queimei. Então não peça desculpas, estou perdendo o que não mereço. O que eu não mereço!"


Ao Mr. Hahn por ser um visionário e ao Chazy Chaz por continuar me lendo tão bem. Feliz Aniversário!
Inspirado na canção "Fallout" by Linkin Park

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