segunda-feira, 22 de agosto de 2011

The tales of how the fire burns





E tatuou as mãos com tinta de caneta. Marcando em si mesma os versos da canção que falava de seu estado de espírito.

Já havia sentido raiva. E até nada. Agora, apenas resignação. Chegou num ponto onde não havia mais volta. Tinham quebrado o juramento, e neste momento pareciam cerrar os punhos e se preparar para a briga.

Sabia onde as coisas tinham começado a dar errado, talvez só não quisesse admitir. Ou talvez até admitisse. Mas gaguejava ao dizer as palavras e não conseguia completar as frases.

E por ironia do destino hoje é 22.

"Maybe we're better off this way..."

domingo, 21 de agosto de 2011

Ela


"Ela se derramava em restos de poesia, se perdendo em sonhos que nem eram mais seus.

Ela tinha os olhos mais tristes já vistos. E um sorriso despedaçado.

Ela aprendeu, depois de muito procurar por respostas, que mudança não tem nada a ver com um mês ou com um corte de cabelo, mas sim com o fato de se ter consciência daquilo que se é, daquilo que se quer ser, e encontrar coragem suficiente para isso.

Ela fecha os olhos e tenta encontrar razão na bagunça que é se ter três pessoas diferentes dentro de si mesma.

Ela se apega a histórias e formas de viver diferentes, como se montasse um quebra-cabeças, na esperança de, assim, montar sua própria vida.

Ela se esconde em desejos surreais e fachadas facilmente quebráveis, tentando se livrar dos resquícios de um de seus muitos "eus".

Ela olha para os céus assustada. Temendo que a vida estivesse a lhe pregar outra peça, e que essa escuridão  na verdade fosse o sinal que lhe faltava, a peça final que a levaria até a eternidade, ou ao fim de tudo.
Ela se desencaminhava a todo momento, mas depois voltava ao estágio do tentar entender.

Ela sentia raiva. Por achar que não era assim tão importante, por não ser mais objetiva, por achar que nada estava claro o suficiente, e às vezes apenas pela necessidade de mandar alguém para o inferno.

Ela ainda se encontrava nas músicas. Delicadamente. Insanamente. Perigosamente.

Ela sentiria falta... Se houvesse algo para sentir.

Ela ansiava aquelas palavras. Ela sentia falta disso todos os dias. Um pouquinho mais aos Sábados, um pouquinho menos aos Domingos.

Ela se arriscava demais. Se envolvia demais. Só não sabia entregar seu coração.

Ela se apaixonava por vozes e lembranças, por fotos e filmes. Se apaixonava por pedaços de papel. Mas nunca por pessoas.

Ela queria dar um tempo. Pensar em algo novo. Sair pra ver o mar. E quem sabe até sentir frio numa manhã de verão no Canadá.

Ela se pergunta a razão de não parar de pensar no dia em que morreu. Ela queria entender como voltou à vida.

Ela entenderia se você fosse chorar agora. Ela entende o motivo pelo qual mesmo depois de anos você ainda precisa dela. Ela sabe o que você viu. Ela só não sabe se aquilo ainda está vivo, alí, dentro dela."

domingo, 24 de julho de 2011

Das coisas que vi ontem



Um garoto de cinco anos aprendeu uma das maiores lições de sua vida numa antiga oficina, e com aquele brilho nos olhos que apenas uma criança daquela idade tem, disse: "-Eu gosto desse lugar. Você traz coisas quebradas e pode consertá-las aqui."

Uma mãe sabe que está prestes a morrer e deixa para seu filho o conhecimento de todo o amor que o gerou.

Um homem teve que escolher entre a paz e a liberdade e se viu exatamente com o que pediu. E totalmente desesperado por ter conseguido o que queria.

Uma garota estava tentando se convencer de que tem tudo o que precisa. E tentando ser feliz com isso.

Um irmão que sabe que o outro vai morrer, contraria a todos e vai encontrá-lo, pois não poderia deixá-lo morrer sozinho.

Um ceifador que ouve os gritos de dor dos moribundos, mas que faz de tudo para que não tenha que levá-los consigo.

I know it's hard, baby. I know it's hard.
But it's gonna be okay, I promise.
I promise.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Canção para um Amigo



"Bem, você é magia", ele disse
Mas não deixe isso tudo subir pra cabeça
Bem, eu aposto que se você souber de tudo
Você nunca mais vai querer sair da cama
Bem, sem dúvida
De todas as coisas que eu li, que ele me escreveu
Agora está soando como o homem que eu esperava ser
Continuo me mantendo na realidade
Pois continua melhorando, ele verá
Ele é a razão pela qual estou rindo
Mesmo se não há mais ninguém
Ele disse: "-Você tem que amar a si mesmo"

Ele disse, "você não deve murmurar ao invés de falar"
Mas mantenha a boca fechada
E se você tropeçar em algo melhor
Lembre-se que é humilde que você peça
Você tem toda a habilidade que precisa
Individualidade
Você tem alguma coisa
Chame de iniciativa
Chame do que você quiser
Pois quando você se faz de bobo
Você só está enganando a todos os outros
Você está aprendendo a amar a si mesmo

Sim você está
Sim você
VOCÊ

Não há preço que pague
Quando você dá e o que você recebe
é por isso que é tão fácil agradecer a você
VOCÊ

Vamos tirar uma folga do nosso dia
E voltar àquela velha garagem
Pois a vida é muito curta, de qualquer forma
Mas pelo menos é melhor do que a média
Enquanto você me tiver
E eu tenha você
Você sabe que temos muito o que viver
Serei seu amigo
Seu outro irmão
Outro amor para vir e te confortar
E eu vou continuar te lembrando
Se essa for a única coisa que eu venha a fazer
Eu vou sempre amar você
Sim VOCÊ

É verdade, eu te amo/ É verdade
É você que eu amo, é você que eu amo, é você, é você que eu amo
É verdade, eu te amo/ É verdade, eu te amo/ É verdade, é você que eu amo

Oh, e é você que eu amo

Escale e vá até o topo
Avalie o estado da alma
Você tem que descobrir por si só
Se você está realmente tentando
Por que não arriscar?
Fazer tremer, tomar o controle
E inevitavelmente chegar a uma conclusão
Descobrindo por si mesmo toda a força que você tem e que ainda está crescendo
Toda a força que tem dentro de você


Para você (seu nome aqui)
Eu te amo!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Isho Ni


"E mesmo que você peça que eu vá embora, mais uma vez eu vou insistir e ficar. Pois eu sei o que é se sentir sozinho, e eu não vou deixar que esse sentimento faça com você o que fez comigo. Em algum momento a dor vai se cansar e te deixar livre para ir embora. Nessa hora a primeira coisa que você vai enxergar é a minha imagem, mostrando para você que nós fomos capazes de enfrentar isso juntos, e que nós vencemos!"

Escrito há três anos atrás, mas de uma importância muito maior agora.
For us!

*Isho Ni: em Inglês "We're in this together"; Em Português "Estamos nisso juntos"

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dedicated #3


"E que você faça seu caminho, sem se arrepender.
Pois é óbvio que lutas haverão, mas os inimigos cairão
E a chuva irá mostrar que o terror a te assombrar
Não é nada perto da força do seu coração!
Vá guerreiro e lute
Pois a vitória está bem aí
Mostre toda a sua força
E aquele que não estiver contigo irá cair
E que deste dia em diante
Toda a força que vá contra tua vontade
Vá para ti como chuva
e volte como tempestade!"



À Alessandra. Ou Montilla. Ou Tillinha. Ou   Dean.
Do Sam.
Feliz Aniversário!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dedicated #2



I tried to keep my heart home. In the sense of really not carrying it with me. I thought that if i didn't take it to the places I go people wouldn't have the opportunity o hurting it.

But then he comes and changes everything: my promises of not demonstrating love; of not saying if and how I love someone. Even my heart came by itself to meet us that night.

Lucky me that at least at that time my heart was not there to be broken...

YOU are the best!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Outra vida


Se descobriu mais forte do que podia imaginar, e por incrível que pareça não gostou disso. Já estava cansada de saber que Aline tinha predileção pela tristeza, só não sabia que ela também tinha. Sabe-se lá também se não era Aline voltando.

Queria ter o direito de sofrer sua dor. Queria bebê-la até a última gota. Queria dormir soluçando e acordar com um bolo na garganta.

Mas ao invés disso, estava acordando bem. Conseguia até rir. Salva pela aspiração da vida que ansiava ter, e pela qual chorava silenciosamente antes de dormir.

E essa vida sorria para ela, seduzindo-a. Envolvendo-a na esperança da conquista, deixando-a tão perto que ela quase podia sentir o gosto de torta de maçã.

Seu medo era cair novamente no conformismo, da mesma forma que antes. Era continuar com os mesmos sonhos de cinco anos atrás, e assim como antes, não conseguir realizá-los.

O pior era o sentimento de impotência. Como lutar contra um destino que fazia questão de esfregar em sua cara que ela estava presa a isso para sempre.

Queria enfrentar o destino da mesma forma que eles fizeram...

Queria ganhar para poder sorrir com propriedade, não mais com seu sorriso conformista. Não queria mais fingir que estava tudo bem. Não queria que estivesse tudo bem se essa fosse a definição de tudo bem.

Não importava o quão satisfeita ela estivesse com essa vida. Ela gostava de tudo o que tinha conquistado, mas a sensação de vazio continuava alí no mesmo lugar, muitas vezes adormecida pelas alegrias que tinha, mas que despertava em sua totalidade como num sábado à noite quando se descobre que meteoros estão destruindo carros.

Estava falando para si mesma. Ninguém ouviria. E se ouvissem não entenderiam. Então ela escrevia essas linhas para si mesma enquanto via seus sonhos acenarem e irem embora, com sempre faziam.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Vento da Mudança


"Vento, ventania, me leve para as bordas do céu 
Pois vou puxar as barbas de Deus"

"Me deixe cavalgar nos seus desatinos

Nas revoadas, redemoinhos
Vento, ventania, me leve sem destino"

Cansada de esperar o vento da mudança foi atrás dele e o tomou para si. Agarrou-se a ele que agora a guia e a leva para todo e qualquer lugar. Andam tão juntos que quase se confundem e ela se pergunta se ainda é dona de seu nome.
Ela não sabe se toda essa mudança é boa ou ruim, mas vai levando um sorriso de Coringa, uma lágrima no canto do olho (para os momentos de necessidade) e o MP3 no shuffle pra que a vida escolha sua própria trilha sonora para cada momento.
Pensou que talvez estivesse agindo como uma criança, pois um homem muito sábio uma vez disse que é uma criança que faz esse tipo de coisa: "só porque tem a chance de fazer o que quer, vai lá e faz o que quer."
E todos em volta se assustam. E ela gosta disso. Ela gosta de deixar as pessoas surpresas. Mas daí ela começou a se perguntar se estava avançando nos estágios de metamorfose apenas para surpreender as pessoas ou se era aquilo mesmo que ela queria estar fazendo.
Chegou a conclusão de que, primeiro: sim, ela adorava surpreender os outros (e que junto estava surpreendendo a sim mesma); e, segundo: adorava os avanços que fazia, pois nunca pensou que fosse querer tantas coisas diferentes (muitas vezes ao mesmo tempo), e que queria sim, cada segundo disso, sem o medo de se arrepender depois.
Às vezes sentia que seu antigo eu estava tentando voltar, mas aí pensa que ela está exatamente onde tinha que estar, e que está muito bem lá, vivendo os sonhos que criou. Já ela, a nova versão, estava recriando a sua realidade, transformando sua vida para se sentir bem, e para que seu antigo eu nunca mais precisasse voltar.
Ela também  não sabia se toda essa mudança era apenas uma fase, ou o início de uma vida melhorada, mas estava fazendo o melhor para que, independentemente da situação, ela aproveitasse ao máximo.
E de todas as mudanças, a maior, e que acabava desencadeando todas as outras, era se sentir mais segura, mais forte, mais preparada. Talvez uma preparação para quando ela se cansar dos cabelos ao vento e decidir se desprender do vento da mudança.

"Vento, ventania, agora que estou solto na vida
Me leve pra qualquer lugar
Me leve mas não me faça voltar."

terça-feira, 5 de abril de 2011

Anunciação

"A voz do anjo sussurrou no meu ouvido/ Eu não duvido eu já escuto os teus sinais/ Que tu virias numa manhã de Domingo/ Eu te anuncio nos sinos das catedrais."

Eu vi uma guerra ser anunciada no céu.
As sombras formadas num negro muito nítido.
Seus contornos delicadamente explícitos.
Os homens e seus tanques de guerra.
Carregando o céu com o peso dos corpos sem vida.

"Tu vens, tu vens. Eu já escuto os teus sinais."

À Diandra, por ser fofa; Ao Solari por ser eco; À Iuri por ser único, excêntrico e barraqueiro (rs); E ao meu cowboy por ser adorável. Feliz Aniversário!

domingo, 20 de março de 2011

Fallout


O homem e a máquina.
O homem criou a máquina e eles passaram a andar juntos. Ficaram juntos o tempo todo. Até que o homem já não sabia mais viver sem a máquina.
Ele estava dependente. Estaria perdido e desolado caso se distanciasse da máquina. Ele parecia não conseguir se desvencilhar dela.
O homem então passou a usar a máquina para preencher seu imenso vazio.
O homem fez coisas grandes com a máquina. Ficou poderoso. E de tão poderoso ficou louco. Começou então a disseminar sua loucura através da máquina. O homem estava usando a máquina como instrumento de disseminação de sua ganância e ira.
Depois de um tempo, a máquina já não conseguia preencher o vazio do homem. O vazio agora estava muito maior.
O homem então lutou. Tentou se desprender da máquina, e, assim como ela, entrou em pane.
A passos lentos o homem foi se desvencilhando da máquina. Seus corpos, e vozes, que antes se confundiam tornando-os apenas um, agora já conseguiam ser distinguidas ecoando no infinito.
E se separaram. Se isso seria bom ou ruim, ninguém ainda saberia dizer. Tampouco saberiam dizer se o homem conseguiria sobreviver em sua existência distante da máquina. A única coisa que sabiam é que agora era possível ouvir o homem. Sua voz alí, separada totalmente da máquina, no fim da melodia.

"Estou andando na fumaça das pontes que queimei. Então não peça desculpas, estou perdendo o que não mereço. A culpa é só minha pelas pontes que queimei. Então não peça desculpas, estou perdendo o que não mereço. O que eu não mereço!"


Ao Mr. Hahn por ser um visionário e ao Chazy Chaz por continuar me lendo tão bem. Feliz Aniversário!
Inspirado na canção "Fallout" by Linkin Park

sexta-feira, 11 de março de 2011

Canção pra quando você voltar


Às vezes eu quero te proteger
Às vezes eu só quero olhar a vida passar pela janela
Às vezes eu só quero ir embora. "Essa cidade nos deixou loucos e nós devíamos ir embora"
E às vezes tudo o que eu quero é ficar
Às vezes eu sinto orgulho de quem eu me tornei
E às vezes eu me pergunto se "é isso mesmo que a gente achou que ia ser"
Às vezes "eu sinto a sua falta"
Às vezes eu não sinto nada. Às vezes eu canso de sentir
Às vezes você "é a voz dentro da minha cabeça"
Às vezes existem vozes demais. Às vezes eu "as ouço dizer"...
Às vezes bebo para esquecer dos problemas.
Às vezes bebo para criar mais alguns
Às vezes eu deixo a música me levar
Na maioria das vezes eu levo as músicas comigo
Às vezes eu quero tudo isso
Às vezes, na maioria das vezes, eu não sei o que eu quero
Às vezes eu tenho medo de escrever
É que às vezes isso tudo acontece
Às vezes eu queria voltar no tempo
Às vezes eu acho que jamais vou voltar a escrever
Às vezes eu finjo um amor
Na maioria das vezes todos eles são reais
Às vezes eu finjo!
Na maioria das vezes eu vejo.
"Eu vejo você"
Eu vejo todos os outros
Às vezes eu queria que você voltasse, mesmo sabendo que você nunca foi embora
Às vezes eu confio
Na maioria das vezes é em você
"Às vezes te odeio por quase um segundo. Depois te amo mais."
Às vezes eu lembro de quando você me lia
Às vezes eu leio "furacão"
Às vezes eu lembro dele
E às vezes eu acho que ele também lembra de mim
Às vezes eu vejo aviões
E às vezes eu vejo muito mais que do que isso
Às vezes eu não vejo nada
Muitas vezes eu quero ver. Eu não quero esquecer
Poucas vezes eu não quis ver nada
Às vezes eu ouço. Às vezes eu espero
Às vezes eu volto. Às vezes eu digo
E "quando você voltar eu tenho algumas coisas pra te dizer"
Hoje também é 11. Não demore...

terça-feira, 1 de março de 2011

Apenas Humano




Há um esquilo numa árvore. Será que ele está me olhando?
Será que ele se importa?
Será que ele liga pra quem eu sou?
Sou só um homem, é isso que eu sou.

Os meus modos são palavras mal entendidas ou apenas coisa do ser humano?
Sou humano.

Corvo assassino, hey o que você sabe?
Sobre o que você anda lendo?
O que você carrega em seus dedos?
Seria um graveto?
Seria você uma pomba da paz?
Um pombo preto disfarçado com outra peça do quebra-cabeça?
Uma charada a ser resolvida o tempo todo?
Ou eu estou pensando demais os pensamentos humanos afinal?
Apenas humano
Feito de carne, feito de areia, como um humano

O planeta está falando numa revolução
As leis da natureza não têm constituição
Eles têm o direito de viver suas próprias vidas
Mas nós continuamos nos preparando para o paraíso

Pois nós somos apenas humanos
Sim, nós somos
Apenas humanos
Se essa é a nossa única desculpa, você acha que vamos continuar sendo apenas humanos?

Sim, nós somos
Apenas humanos, apenas humanos, apenas humanos
Até agora

Em cima da árvore principal, a que ele plantou quando era só um garoto em 1923.
30 metros pé
Dê uma olhada, suba.
O que você vai encontrar é o produto de uma semente.
A semente está plantada, sozinha
Cresce por cima, com o coração cheio de amor
Nítida e abrigo dos animais da terra
E respiração do vento frio
Estamos todos respirando

O planeta está falando numa revolução
As leis da natureza não têm constituição
Eles têm o direito de viver suas próprias vidas
Mas nós continuamos nos preparando para o paraíso

Pois nós somos apenas humanos
Sim, nós somos
Apenas humanos
Se essa é a nossa única desculpa, você acha que vamos continuar sendo apenas humanos?

Sim, nós somos
Apenas humanos, apenas humanos, apenas humanos
Até agora

E esse lugar irá sobreviver a mim
Antes de ir pro céu eu vou subir naquela árvore
E eu vou ter que agradecer
Por me dar aquele galho para me balançar
Se algum dia eu me apaixonar
Eu vou ter que me dar um bebê
Eu vou deixar meus filhos terem o jeito deles

Pois eles são apenas humanos
Sim, eles são
Apenas humanos
Até agora,
Até agora...

Jason Mraz
Pois nós somos apenas humanos...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Me matando suavemente (my version)



"Seus dedos sobre o teclado
Vinham ferir minha dor
A cada acorde tocado
Na minha história
Compassos na minha vida
Descrita pelos seus versos
Em sua voz..."

Ouvi dizer que ele cantava uma boa música
Ouvi que ele tinha estilo
Então fui vê-lo
E escutá-lo um pouco
Já não era mais um garoto
Nem era estranho aos meus olhos

Me senti caindo em febre
Envergonhada por causa da multidão
Senti como se ele tivesse encontrado a história da minha vida
E estava lendo cada linha bem alto
Não queria que ele parasse
E ele simplesmente continuou

Ele cantava como se me conhecesse
Em toda a minha profunda escuridão
E ele olhou através de mim
Como se eu não estivesse alí
E ele continuou cantando
Cantando a minha vida com todas as letras

Dedilhando minha dor
Cantando minha vida em suas palavras
Me matando suavemente em cada canção
Cantando minha vida inteira
Em suas palavras
Me matando suavemente com sua canção

À Guel, muitíssimo atrasado, ao Phi, não tão atrasado assim, e ao meu mentor, Mike Shinoda por cantar a minha vida em suas notas mais altas. Feliz Aniversário!

Se quiser ver a original:

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Lost



Eu sabia que iria me arrepender. Só não sabia por qual razão.
Mas eu sou forte o suficiente para chorar sozinha. Ninguém precisa ver. Ninguém precisa saber.
Eu sinto muito, eu perdi.
Perdi pra mim mesma.
Perdi para aquela sensação de que eu posso, quando na verdade eu sei que não posso nada.

Essa sou eu tentando não me desesperar.
Tentando achar as palavras certas e não sofrer tanto.
Tentando chorar, mas por incrível que pareça, não conseguindo.

Eu me avisei. Eu disse desde o começo que isso não daria certo.
Mas eu achei que era o fim. Mas não era nem o fim nem o começo.
É nessas horas que me pergunto com aquele ressentimento absurdo os motivos pelos quais eu voltei.
Talvez eu esteja apenas colhendo o que eu plantei com toda essa insegurança e falta de providência, mas "hey, how could I know?!". Como eu podia saber que ia perder de novo. E perder para mim mesma.

Essa sou eu tentando me manter acordada.
Até queria dormir, mas tenho medo dos meus pensamentos quando eles se transformam em sonhos.
Tenho medo dos meus sonhos quando eles resolvem que vão sair de mim e tomar vida.
Tenho medo de como eu lido com isso.
Ou de como eu simplesmente não sei lidar.

Eu vi você.
Eu me imaginei alí.
Eu vi outra pessoa.
Os corpos se balançavam. As vozes formavam um coro incrível.
Eu estava lá, tomada pelo medo dos meus sonhos. Feliz por ouvir a sua voz outra vez.

Eu estou aqui. Vendo que você não deu a mínima. Vendo que vocês não deram a mínima.
Ou até se importaram.
Eu é que esperei demais.

Essa sou eu me lamentando.
Desejando coisas que eu sabia que jamais iriam acontecer.
Lembrando amores que eu nunca tive.
"Mentindo sobre um lar que jamais verei."
Procurando palavras sem saber onde encontrar.
Me perdendo sem saber onde vou terminar.
Querendo me encontrar na sua canção.
Na nossa canção.

Eu sinto muito.
Eu perdi.

Essa sou eu quase conseguindo chorar...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quando eles vierem atrás de mim (Aline's version)

Eu não sou um padrão a ser seguido.
A pílula na qual eu tô agora é uma daquelas difíceis de engolir.
Posso até ser uma criminosa. Não sou um modelo de comportamento. Não sou um líder nato. Sou um ato difícil de seguir.
Eu não sou a fama e a fortuna.
Acho que nunca fui aquela pessoa que te dizia para entregar o jogo.
Eu cheguei no ringue como um cão na corrente e eu descobri que todos são mais doentes do que parecem.
E parece ruim, mas pode ficar pior. Pois até um plano é um dom e uma maldição.
Porque uma vez que você tenha uma teoria de como a coisa funciona todos querem que seu próximo passo seja igual ao primeiro.
E eu não sou um robô, não sou um rato de laboratório.
Eu não vou dançar conforme a sua música
Um pouco preguiçosa. Longe de ser punk.
Você devia parar de falar e juntos poderíamos alcançar, otário.
Mas não há ninguém por perto pra dizer...

Alguém disse que o dinheiro muda as coisas.
Eu digo que ele aumenta os problemas.
Não se aproximem, ouvi alguém dizer que sou o escolhido.
Acho que os sonhos pesam pra caralho.
E eu sou só um aluno de um jogo sem professor.
Agitando cada lugar em  que cada sonho me trouxe.
Estou completamente em baixa  mas vim pra corrigir isso. Então não há erro, eu vou fazer acontecer de novo.
Eu sou completamente louca. Talvez fraca demais, e até relaxada.
Nem quente nem frio. Sem nenhum talento.
O mais perto do pico. Longe de ser punk.
Você devia parar de falar e juntos poderíamos alcançar, otário
Mas não há ninguém aqui pra dizer...

Ah, quando eles vierem atrás de mim eu vou estar bem longe

Mas não há ninguém aqui pra dizer...

Ao pai, ao filho e à Bianca, Feliz Aniversário
*Se quiserem ver a original:

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Daqui até a Austrália


Eu vi aquela onda chegando.
Ela veio e arrasou tudo.
Eu estava no ar mas não sentia o vento bater no meu rosto.
Eu tentei salvá-las. Pessoas que eu nunca vi na vida. Pessoas que eu já conhecia.
Estávamos no teto e vimos a destruição. Nós todos vimos.
Estávamos aguardando mais.
E o mais chegou.
Mas não era mais um sonho.

Pensei que só tinha problemas com aviões.