quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Jornada Del Muerto (Canções para Amar e Morrer)

Meu nome é Morte e o fim é aqui...” Agora eu me torno A Morte, destruidora dos mundos.

Estou vivendo minha vida até que eles venham me levar embora... 

Sabe, parece engraçado, mas eu já não consigo suportar a dor... Eu vou te deixar amanhã...

Deite os doentes e os sinos irão tocar. Coloque moedas nos olhos, deixe os mortos cantarem!

Por favor, não conte pra ela, pois ela vai se sentir culpada quando eu me for...

Apesar das palavras soarem firmes há algo vazio dentro delas. Os pensamentos estão girando na minha cabeça. É difícil te deixar ir...

Eu ouço as vozes quando estou sonhando, eu posso ouvi-las dizer: Siga em frente meu filho desobediente. Haverá paz quando você terminar. Deite sua cabeça cansada para descansar. Não chore mais! Certamente o céu espera por você...

Em cartões e flores na sua janela seus amigos te imploram pra ficar... Às vezes soluções não são tão simples. Às vezes dizer adeus é o único caminho.

Quando tudo estava dando certo, de repente deu errado... Esta noite estou a caminho, me liberte. Lar, doce lar! Levante-me, me deixe ir...

Com pássaros negros me seguindo, estou cavando meu túmulo. Eles estão  chegando perto, me engolindo. A dor vem em ondas. Estou colhendo o que eu plantei.

Esperando pelo fim, desejando que eu tenha força para suportar. Isso não é o que eu planejei, está fora do meu controle...

Você está crescendo desesperado por causa da luta... Completamente presa no olho do furacão. Seus instintos te dizendo pra fugir.

Você se sente frio, perdido no desespero? Você constrói esperança, mas tudo que você conhece é o fracasso. Lembre-se de toda a tristeza e frustração e deixe ir embora...

Quando você está parado no despertar da devastação. Quando você está esperando à beira do desconhecido. Com o cataclisma caindo como chuva, implorando por dentro "me salve agora". Você estava lá, impossivelmente sozinho!

Pela tempestade você vai desistindo da sua casa, deixando tudo que você conhece.

Se escondendo do inferno pelo qual você passou... E você está certa de que se machucou por tanto tempo que já não tem nada a perder.

Iremos nós nos queimar no fogo de mil sóis?!

Como se estivéssemos nos segurando em algo invisível alí, porque estamos vivendo à mercê da dor e do medo (until we DEAD it), até que acabemos com isso...

Está nos ossos enegrecidos das pontes que eu queimei. Então não peça desculpas, estou perdendo o que eu não mereço. A culpa é só minha pelas pontes que eu queimei. Então não peça desculpas, estou perdendo o que eu não mereço!

Caindo num espaço vazio. Ninguém pra te segurar nos braços. Minha boca continuou se movendo mas minha mente morreu!

E a sombra do dia vai converter o mundo em cinza e o Sol irá se pôr pra você.

Mas no fim nós fomos feitos para continuar distantes, como câmaras separadas do coração humano. Não...
Belo perdedor, leia na parede e perceba que você não pode ter isso tudo... Pois fica mais fácil e mais rápido quando você cai. Você simplesmente não precisa disso tudo!

Essa melodia vai te trazer direto de volta pra casa... As luzes vão te guiar pra casa... E eu vou tentar consertar você!

É mais difícil começar de novo do que nunca ter mudado. Tudo que eu quero é trocar essa vida por algo novo, me agarrando ao que eu não tenho. A pior parte de terminar é começar de novo...

Eu acho que todos nós achamos isso... De um jeito ou de outro!

Aceite essa canção e você nunca se sentirá sozinho.  
Mochiagete
Tokihanashite

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Coisas Que Perdemos Pelo Caminho




Ela compartilhou sua dor ao som de The Little Things Give You Away e eu quis morrer.
Ela balbuciou baixinho sonhos perdidos, vontades , desejos que ela foi obrigada a deixar para trás. Eu conseguia ler a dor em suas palavras, nas quase lágrimas, e nada podia fazer, além do que já estava fazendo.
Ele foi obrigado a deixar para trás uma parte de si apenas para ser aceito. Mas sua dor não ficou para trás. Ele ainda olhava para os lados, tímido, sozinho. Nenhuma voz para dizer que estava tudo bem. Eu estava lá, tentando mostrar um olhar que sugerisse motivação, mas de mãos atadas por não conhecer o caminho.
Ela ainda não sabia o que fazer. A vida a estava empurrando com a barriga. Não tinha planos mais uma vez e deixou-se ser empurrada, sabe lá Deus pra onde.  Eu também estava lá, porque ela era eu, e nada podia mudar isso.
E de todas as coisas que perdemos pelo caminho, a única que não podemos esquecer de pegar de volta somos nós mesmos.

Ela se foi ao som de The Little Things Give You Away...