segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nenhum Poema de Amor. Uma Canção Desesperada


Às vezes eu sinto como se estivesse prestes a explodir...

As coisas vão bem até que você tenha uma epifania. Parece que a fachada começa a descolorir e você consegue ver os segredos contidos alí dentro, se revelando um a um.

Quando você se depara com a verdade não consegue entender como conseguiu se conformar tão rápido. Até que você se perdoa ao lembrar que era a única coisa que lhe havia sobrado pra fazer.

Eu deveria estar feliz e satisfeita, mas o que eu posso fazer se existe um buraco enorme aqui dentro?! Um vazio tão grande que às vezes chega a provocar naúseas. E que conhece perfeitamente a peça que se encaixaria com primor e acabaria com essa imensa sede que também é fome...

Há uma desmotivação tão grande que eu nem sei como isso vai acabar. O que é pior: desapontar quem te ama e te estende a mão ou viver com um carma?
Ponham em votação e me avisem...

Eu só queria que Ele me respondesse algumas perguntas, como por exemplo quem me colocou naquele avião quando eu achei que o mundo estivesse acabando. E, pra começar, por que antecipar o fim em um dia. Ia doer do mesmo jeito mesmo...

E as pessoas ainda se assustam quando eu decido jogar algumas coisas pra cima!

Alguém me disse que não pode chover pra sempre. Eu digo que pode. A única diferença é de que tipo de chuva estamos falando.

O que de mais sujo você já prometeu? O que você teve em retorno? Qual a pessoa em quem você mais confia no mundo?

"Você confia em alguém e está com problemas. Você não confia em ninguém e está sozinho!"

E que venha a minha salvação! E que ela realmente me salve, nem que seja por um segundo...

Eu achei que depois disso tudo eu fosse deixar de acreditar, mas todos continuam se iludindo e eu não sou uma exceção.

As canções ainda são as mesmas. Elas ainda são para amar e morrer...

Quantas vezes mais vou me lamentar e pedir respostas? Eu sei que existe um arco-íris em algum lugar lá fora. Está chovendo!

É verão no Canadá...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Blues da Encruzilhada


Às vezes nós precisamos fazer algumas promessas mesmo sem estarmos tecnicamente preparados para encará-las e ir até o fim com elas.

Algumas pessoas prometem coisas pequenas; outras preferem mostrar a altura de sua confiabilidade com a profundidade das coisas que promete.

Algumas cumprem suas promessas com rigor; algumas esquecem que prometeram; algumas fingem que esquecem; algumas têm o destino traçado de forma a não se desviar dessa promessa.

Muitos não entendem o significado de certos sacrifícios; alguns precisam apenas se sacrificar; outros apenas fazem o que tem que ser feito.

Promessas, negócios, acordos, contratos...

Quantas coisas você já recebeu? Quantas coisas já precisou dar em troca? Você faz idéia de quantas promessas já foram feitas por você?!

Deixe que eu afine sua guitarra.
É desse jeito que se toca o blues da encruzilhada...

O que de mais sujo você já prometeu?