quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

The Hard Way


Entre taças de vinho e crimes ediondos

Entre o presente de mãe e uma maldição segundo uma irmã

Entre sessões perdidas, recuperadas, adiadas e esquecidas

Entre a birra infantil e a vontade de mandar o mundo se f*

Entre o cansaço de uns vídeos e a recompensa noturna

Entre o sentir, o fingir que sente e o esconder que sentiu

Entre o procurar das respostas e o formular das perguntas

Entre o dia e a meia-noite

Entre o incansável e o modificável

Entre a maioria das coisas e nenhuma delas

Entre um bem e um mal nem tão mal assim

Entre o saber o que faz e o fazer sem saber

Entre uma viagem de barco e um passeio à lua

Entre viver na Terra ou voltar para Saturno

Entre o que os outros pensam e o que vc se limita a pensar

Entre o procurar e o não querer encontrar

Entre o encontrar sem ter procurado e o não encontrar por não ter feito questão de procurar

Entre o não e o talvez

Entre o sim, que não existe, e o que quer que venha depois do infinito

Entre a atemporalidade e a falta de tempo

Entre o meu caminho e o dos outros

Entre eu e eu mesma

Entre a saudade e a repulsa

Entre a saudade e a vontade de não mais ver

Entre a saudade e a vontade de não mais sentir

Entre a saudade e a dor

Entre a saudade de eu

Entre eu e a vida

Entre a vida e a morte

E mais uma vez sei que você não vem sozinho...


*Título original, Fort Minor


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Canção para um sonhador


Alguém realmente tem o poder de mudar o mundo? Alguém pode ao menos tentar...

Alguém pode realmente fazer a diferença? Existem pessoas que conseguem...

Começar transformando um pequeno lugar a seu redor e a partir disso mudar a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. Pessoas que ele nem conhece, mas que estão indo direto nas mesmas coisas que ele. Pessoas que se preocupam como ele, e que o usam como exemplo. Algo perto daquilo que eles querem ser um dia.
Não o ídolo, mas o homem. Que faz de suas canções hinos, transportando a dor para um caminho de revolução.

Aquele que foi escolhido para fazer uma rima tremer. E cujos passos têm sido todos para a frente.

Alguém que está longe da perfeição, mas se esforça ao máximo para fazer as coisas do jeito certo. "Ele não é um herói, mas não pense que ele não se importa!"

O homem de duas bandas. E de todas elas.

O homem de 365 dias. E mais 24 horas.

O homem de milhões de fãs. E de uma única mulher.

Aquele que fecha os olhos ao tocar suas notas mais intensas, e que se livra do que lhe prende ao chão na suave melodia de um piano agressivo.

O homem que tem a voz encoberta e se sente feliz!

O homem das rimas inesquecíveis, de batidas ritmadas e da tensão das rimas. Ele é o próprio ritmo.

É ao mesmo tempo a cabeça e os pés. A mente e a base.

A única vez que "uma coisa" é maior, melhor e mais importante do que um monte delas!

O homem que fez sua batida ecoar até o espaço, tocar no dia do apocalipse e ser trilha sonora de marchas contra a fome e a guerra. Isso é música por sobrevivência!

Aquele que é escravo de seu talento, e justamente por isso, causador da libertação!

O homem das pinturas, de seu excesso glorioso.

O dono dos passos e das ruas. "Ninguém anda em L.A", mas todos querem andar pela sua "estrada para a revolução"!

Um orador e todas as suas preces.

Um construtor de casas, músicas, ideais e vidas.

O homem da guitarra da Hello Kitty e dos super novos óculos brit pop super star!!!!!

Um sorriso de criança numa mente atemporal de 32 anos de idade!

O único que pode "bagunçar" com os "pontos de autoridade"!

Ele diz sua prece e no final nós é que dizemos amém...

Aquele que tenta se manter sempre próximo, mesmo quando se vê forçado a parar.

Ele nunca pára!

O melhor amigo e comparsa do "joey quebra-joelho". O abominável exterminador de fricassês!

Aquele que "no fim" sente a necessidade de compartilhar seu mundo com aqueles que estão alí ouvindo atentamente o ecoar de seus versos. E ele corre para a multidão, e nada mais importa...

O homem que uniu todos os países num teclado.

Aquele que alimenta nossa mente com idéias, aquece nosso coração com músicas e agora pode até calçar nossos pés!

O responsável por muitas quebras de hábitos, e pela continuação de muitas manias.

Alguém que merece admiração por seus atos, mas tem a humildade de não querer ser admirado!

Aquele quem eu gostaria de ser se não fosse eu mesmo!

O marido da Anna, o irmão dos "meus filhos", o exemplo que eu quero seguir. Meu mentor, Mike Shinoda.

Feliz Aniversário!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Malkovich, Malkovich





Ela pensou em mudar. Queria fazer algo novo. Interromper o ciclo estranho que sua vida estava seguindo. Porém, de tanto pensar, descobriu que nada podia fazer.

A revelação de alguns segredos deu-lhe certa calmaria, mas não lhe trouxe a paz. Ela ainda se considera uma das piores pessoas que já conheceu. Ou talvez não...

Ninguém podia mais lhe tirar sua estrada para a revolução, mas ela também já não sabia como percorrê-la. A vida vem sem manual de instruções.

Às vezes enfurecia-se: as pessoas fazem coisas horríveis umas com as outras. Às vezes apenas chorava...

Desiludiu-se. Passou então a catar os cacos de si mesma que ainda restavam pelo chão. E rezava, implorando que ninguém destruísse as partes que ela já havia consertado.

E se sentiu tão sozinha, perdida no mundo, ela e sua vida de loucuras extremamente reais, sozinha. E a dor de se sentir sozinha lhe parecia dolorosa demais para continuar sentindo.

Era como se num momento tivesse tudo, e no outro, absolutamente nada.

Num dia ela teve o encanto e a atração. No outro, apenas sombras que desfilavam à distância, vendendo seus sorrisos para outros olhares.



Se perdendo no abismo que se fez sôb seus pés, se encontrando nas canções que ouvia, tomando doses cavalares da cura após dias de abstinência.

Encontrava em seus lugares preferidos, tanto a paz que precisava quanto o choque da epifania. Dói muito reconhecer certas coisas. Principalmente o que se precisa.

E num delírio do passado, foi a primeira vez que sentiu raiva do garoto da caixa de vidro.
De onde ela havia arrumado encorajamento agora ela encontrava uma espécie de rejeição. Foi posta de lado no momento em que mais precisava de alguém do lado.

E de todos que ela havia amado, novamente só restaram as canções.
Foi recriminada por seu próprio mentor. E ela achava que poderia suportar qualquer coisa menos isso. Ainda lhe doía escutar aquela canção!

Continuava procurando respostas cujas perguntas ela nem sabia.

Preferiu continuar sonhando, e esperava ansiosamente pelo mês de Março. Mesmo que devesse esperar por Abril.

E de todas as suas piores manias, continuava escrevendo em 3º pessoa....


À Phi, com carinho. Feliz Aniversário!