domingo, 25 de janeiro de 2009

Making the difference


Hi, kids!
Como vocês podem perceber, adicionei um novo gadget, que tá logo aqui em cima. Esse gadget é de uma parceria da Music For Relief e da Social Vibe, que está ajudando a arrecadar dinheiro para as vítimas dos furacões no Haiti.
Para ajudar basta se inscrever e acumular pontos. Os pontos acumulados viram doações.
Se vocês se interessarem e quiserem ajudar, cliquem no gadget e se cadastrem, é de graça e super fácil (mesmo estando em inglês, huehue).
O site é legal, meio que um orkut diferente, huehue.
Para quem mora nos Estados Unidos ainda há a chance de conhecer os caras do Linkin Park enquanto eles estão no estúdio gravando o próximo cd.
Para nós, a recompensa é a satisfação! rs
We can make the difference!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

He Was A Friend Of Mine



Ele era um amigo meu
Agora toda vez que eu penso nele
Senhor, eu simplesmente não consigo parar de chorar
Porque ele era um amigo meu
Ele morreu na estrada
Ele nunca teve dinheiro suficiente
Para pagar seu quarto ou a comida
E ele era um amigo meu
Eu roubei e chorei
Porque eu nunca tive muito dinheiro
E eu nunca estive totalmente satisfeito
E ele era um amigo meu
Ele nunca fez nada de errado
À mil milhas de casa
E ele nunca prejudicou ninguém
E ele era um amigo meu
Ele era um amigo meu
Toda vez que eu ouço seu nome
Senhor, eu simplesmente não consigo parar de chorar
Porque ele era um amigo meu

Bob Dylan

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Enquanto Não Amanhece

Fiz minhas escolhas
Joguei rosas ao mar
E sonhos ao vento
Caminhei quilômetros
E ainda não encontrei uma direção
Me disfarcei de fortaleza
E me desfiz na brisa suave
Tive um novo amor a cada segundo
Nenhum deles existiu
Caí de joelhos
Numa prece sem fim
Mas, como diria aquela canção
"Eu ainda não encontrei o que procuro"
Adoeci
As cortinas foram fechadas
O som do silêncio ecoou no horizonte
As mãos geladas, agora distantes
Encontros e desencontros
Me entreguei ao mar
Me despedacei na solidão
Me senti suja
Rasguei meu coração
Dilacerei meu pensamento
Adormeci
Prefiro não acordar
Os atos desfizeram os laços
Me rendi ao domínio das palavras
Provei do veneno
Enlouqueci de saudade
Desconheci a razão
Vi o mundo lá fora desabar
E simplesmente não liguei
Fiquei "alta"
E totalmente por baixo
Me importei demais
Não deram a mínima
Eu estava lá
"Só você não viu"
Corri contra o tempo
E o tempo venceu
Os passos não foram seguidos
O caminho é o mesmo
Quem mudou fui eu
As luzes ainda não se apagaram
Mas o público já foi embora
O rio seguia calmo seu curso
Veio a chuva e tudo inundou
Mudaram-me o curso
Pretendo respirar, um dia
Impulsividade
Instabilidade
Falta de equilíbrio
Excesso de sentimento
Medo do amanhã
Incompatibilidade de desejos
Olhos
Um coração despedaçado
E eu sobrevivi
Até agora...

À Rob, feliz aniversário!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

À Espera Do Amanhecer




Bagunça! Não adiantaria procurar em outra palavra, essa seria com toda a certeza a melhor definição.
As coisas mais preciosas, e antes tão bem guardadas, estavam agora jogadas em sua mesa de toalha azul florida. Não que agora essas coisas não necessitassem mais daquele cuidado especial, é que agora, mais do que nunca ela precisava que aquelas coisas ficassem ao seu alcance, para que suas mãos pudessem tocá-las e sentir que elas estavam alí, à salvo, para salvá-la.
Eram livros, cd's, canetas, fotos, cadernos antigos com segredos atemporais, potes de dinheiro vazios, papéis velhos sem importância, bijuterias e todas aquelas milhões de coisas que salvam uma pessoa em depressão. É claro que estavam faltando os remédios, o cd do NX Zero e a faca para cortar os pulsos (Ai God, fui ao fundo do emo!)
Na sua estante, os olhares atenciosos de seus vigilantes velavam seu sono, e tentavam guiar seus passos enquanto ela estava acordada.
Guardava também uma parte do "caminho de casa". Presente dado por um amigo pra que ela sempre se lembrasse de que teria um lugar pra chamar de lar!
Costumava guardar também seu mundo. Mas este se desfez em pedacinhos e se dispersou feito poeira ao vento.
Estava com raiva e desconhecia a razão. Havia jurado que este ano as coisas seriam diferentes, mas ela continuava sofrendo das mesmas dores e não se consegue parar algo assim da noite para o dia.
Olhando aquele lugar onde podia se esconder do mundo lá fora, tinha todas as lembranças como num filme de longa duração. Conseguia lembrar de todos os momentos que mudaram sua vida: de quando fingiu que estava doente e acabou ficando; de quando o mundo sentiu o poder de decisão que sua mente de 12 anos tinha; de quando, no auge de seus 13 anos, achou que tinha talento; de quando caiu de joelhos diante do que ela chamava de terapia; de quando ela perdoou quando deveria esperniar de revolta e comer o prato congelado da vingança; de todas as vezes que matou centenas de pessoas; de quando aplicou a tão aguaradada injeção de adrenalina; de quando quase tirou a vida daquele que ajudou a dar sentido à sua...
-Sobre o poder de decisão: o mundo inteiro sente as consequências disso até hoje;
-Sobre o talento: descobriu que essa palavra não se encaixava muito bem com ela;
-Sobre o perdão: não se arrependia, mas também não sentia nenhum orgulho;
-Sobre as centenas de pessoas: ela sabia que não seriam os únicos...
-Sobre aquele que dava sentido: percebeu que não conseguiria se perdoar nunca;
Da injeção de adrenalina, sabia que as coisas eram muito mais profundas:
Injetou-se para sustentar um vício (ambiguidade perigosa!). Estava sustentando-o. Mas o vício aumenta quando a necessidade é maior! As consequências da adrenalina estavam-na fazendo surtar. Não podia negar que ganhou um milhão de coisas maravilhosas, mas também não poderia negar que a vida estava dando uma de "Santa Inquisição" e caprichando nas sessões de tortura!
Ela não era mais a mesma, e ainda ia demorar "um muito" pra que o mundo, e ela mesma, se acostumasse, para que as feridas cicatrizassem e, quem sabe até, o vício controlado, causando a ela a libertação...
Na tentativa de amenizar a situação, repetia pr'um amigo todos os dias: "that's the way life is!"
Repetia até se convencer...
E era desse jeito mesmo que iam as coisas: 300 mil lágrimas de cada vez.
E lhe parecia que ia continuar assim. Se bem que poderia mudar. Poderiam ser 10000 de lágrimas de cada vez!
Por que não amanhece de uma vez?!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Filosofias Eternas de uma Mente Transbordando de Lembranças


Às vezes eu sinto como se tivesse vivido a minha vida inteira sôb a sombra de alguém. É como se esse alguém tivesse um brilho maravilhoso que chamasse a atenção de todos, e como eu não soubesse brilhar, me escondi para não passar vergonha.
Vejo pessoas que amo conseguindo coisas que nós sonhamos juntos em ter, e que eu só não consegui por falta de brilho, ou, verdadeiramente, por pura incompetência mesmo.
Fui parte de um jogo amoroso, onde só fui o centro por parecer com o núcleo. E foi a última vez que fui o centro... E fui o centro sem ser o núcleo...
Descobri uma forma diferente de compartilhar a dor: comigo mesma! O mundo está muito ocupado com seus próprios problemas, e eu tento não ser tão egoísta ao ponto de querer que ele fique com os meus também!
Levei uma "bicuda" da vida, e ainda estou "catando fichas"...
Percebi, no meio de um processo gravitacional, que existem coisas no mundo das quais eu não posso mais ficar longe (e eu não estou falando apenas dos "meus filhos"). Meus anticorpos não estariam estruturalmente bem preparados para suportar tal afastamento!
Descobri que o vermelho, antes reluzente, tende a ficar opaco, e a passar despercebido.
Cheguei à conclusão de que o mar é a criatura mais perigosa do mundo, e que todos nós sabemos disso, mas, mesmo assim, participamos desse covarde e desleal jogo de sedução.
Percebi que instabilidade é a única característica visível em mim, e que isso me deixa cada vez mais vulnerável.
Passei por situações suficientemente interessantes que comprovam a minha teoria de que, por mais que estejam todos aqui, eu ainda estou completamente sozinha: no primeiro almoço na Subway do ano e no primeiro cinema do ano estavam eu, eu, eu, e mais eu, e também eu, com mais eu e eu. Se não me engano eu também estava lá. Já falei que eu também estava?!
A Subway me parece agora tão melancólica...
Nã há um só dia em que eu não deixe aquele líquido escapar dos meus olhos, visível ou invisívelmente...
De jujubas a ovomaltine: Minhas drogas estão diferentes, e mais caras!
Continua me doendo um peso de morte. Como diriam os filósofos do Biquini Cavadão: "Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça!"
Alguns dos meus destinos estão completando primaveras. Um deles é exatamente hoje (dia 13)! Outro não completará uma primavera tão florida assim...
Ai, as primaveras! Tão sem flores! Tenho medo de como será a minha...
Engraçado, tenho a impressão de estar vegetando. E acho que o pobre Roberto Gregório está criando raízes junto comigo...
Às vezes preciso de mais do que um empurrãozinho pra funcionar. E sinto que ainda estou parada! E como diriam os filósofos do Good Charlotte: "I'm lost and I know this" (tradução para os milhares de fãs que lêem o meu blog e não entendem inglês: "Estou perdida e sei disso!")
Um passo interessante na minha vida está para ser decidido pela conveniência entre duas amigas. (Não sei se quis ser irônica, nem se essa conveniência vai ser boa ou ruim pra mim!)
Estou num momento de perseguição vampiresca, no qual olhos brilham vermelhos num cartaz de ônibus. E agora, outros olhos!
Algumas vezes é difícil quando você diz uma coisa e as pessoas não entendem, ou acham que essa coisa não é tão grande assim, sendo que ela pode ser bem maior do que se possa imaginar.
Como diriam os filósofos do Audioslave: "Be yourself is all that you can do!" (tradução para os milhares de fãs que lêem o meu blog e não tão nem aí para a língua falada na terra do "Tio Sam": "Ser você mesmo é tudo que você pode fazer!"). Mas se você não sabe bem quem você é, então essa filosofia não vai servir de muita coisa. Daí você pode usar essa filosofia aqui: "Você é o que você faz, e você pode se recriar a cada segundo da sua vida!" Mas como eu não sei o que estou fazendo, volto a estaca à zero.
Já não carrego mais a culpa do mundo nos ombros. Não que eu não me sinta culpada, mas é que mudou tanta coisa aqui dentro que estou tentando carregar uma culpa de cada vez. Uma delas, a da primavera sem flores, continua tão pesada...
Chega um momento da sua vida em que você sente que nem todos os abraços do mundo vão poder levar sua dor embora. Mas mesmo não sendo boa em matemática, eu multiplico os de todos os meus amigos, por que se você não pode curar a dor, você pode ao menos amenizá-la. E abraços de amigos, e ainda por cima multiplicados, são um anestésico que vem funcionando durante anos. A eficácia é comprovada!
E como diriam os filósofos do LINKIN PARK: "The journey is more important than the end or the start!" (tradução para os milhares de fãs que lêem o meu blog e que querem mais é que o inglês vá pra p* que o pariu: "A jornada é mais importante do que o fim ou o começo!"). O que sgnifica que eu vou ter que aguentar um pouco mais, pois disse certa vez o filósofo Aaron Eckhart em Batman_O Cavaleiro das Trevas: "A noite fica bem mais escura antes de amanhecer. E eu prometo que já vai amanhecer!"
E nessa "jornada", vou aguardando ansiosamente o "amanhecer"!