quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

About A Boy

Aquele sorriso, tão inacreditável e puro, e era pra mim.
Aquele jeito de vestir o jeans, tão estiloso, e era pra mim.
Aquele cabelo, que outra garota "descabelou", e que foi feito para que eu "descabelasse".
Aquelas manias de mafioso, que eram absolutamente engraçadas, e que eram para que eu usasse.
Aquela razão para sorrir, tão excitante, e era exclusivamente pra mim.
Aquele avião descontrolado, era tão... descontrolado, e era único e exclusivamente pra mim. (O que me faz lembrar que aviões caem bem comigo, literalmente!)
Aquele presente, aquele sonho, e toda aquela situação, era incrível e infinita, e era minha.
Aquelas mãos geladas, confortavelmente geladas, e eram apenas para tocar as minhas.
Aquele olhar, aquele olhar escondido, que me fitava furiosamente. Aquele olhar era único e significativamente meu.
Aquele jeito de não olhar, que era curiosamente pra mim.
Aquele nome, que foi escondido por uma nuvem de diferentes formas de dizer um nome, e que agora aparecia, e a celebração foi toda minha.
Aquela maneira de dizer que eu não ligava, que eu deveria falar 300 vezes, e toda a carência que ele expressava ao dizer isso, e era tudo meu.
Aquele louco e inexplicável sentimento de felicidade, que estava consumindo meu corpo e meus pensamentos, aquele sentimento de felicidade... era exclusivo dele!

domingo, 14 de dezembro de 2008

About me


A mente humana trabalha tão rápido que nem nós mesmos percebemos quando mudamos o foco do nosso pensamento. Mas isso, vários cientistas já provaram, ou seja, eu não descobri a pólvora. A única coisa que descobri nisso tudo é que posso amar minha família de uma forma que eu jamais pudesse imaginar!
Mas às vezes ainda me fascina a idéia de ter vindo de Saturno...
Descobri que tenho problemas com olhos. Já me perdi em diversos, tentei encontrar respostas em alguns, fiz a linha "decifra-me ou devoro-te" com outros. Me encontrei em muitos.
Banquei a durona. Os novos até hoje acreditam que estariam ferrados se tentassem me ferrar. Me mascarei de algo que vai demorar muito tempo pra ser real. Ou talvez nunca seja.
Reprimi sentimentos e escondi dores, mostrando um sorriso amarelo quando perguntavam como eu estava.
Tenho entalado na garganta um grito que faria inveja ao Mr. Bennington.
Me mostraram o caminho, mas ainda não encontrei minha estrada para a revolução. E você pode interpretar das duas formas, elas vão estar incontestavelmente corretas.
Ganhei uma nova realidade e perdi um mundo de sonhos. Ainda não tive coragem de colocar as coisas na balança.
Bati o recorde de "injeções de adrenalina": uma no ano! Mas você pode estar pensando "mas o ano ainda não acabou!" Você realmente acredita na possibilidade de eu me injetar novamente?! Vou nem responder!
Legal! Roberto Gregório não me abandonou.
Me fiz mais uma vez música e reconstrui um delírio. Ah, o vício!
E percebi que o mundo não parava de girar, e que as dores do passado não parariam de sangrar. Então sentei e comecei a esperar. Sei bem pelo que.
Parece que vou continuar esperando...

About a girl


Tudo começou com aquilo que ela chamava de "injeção de adrenalina", que, apesar de ser um grito em busca de liberdade, foi seguido do silenciar de imensas dores.
E veio o cansaço, a vontade de desistir e a necessidade de respirar (que ela sentia que ainda não havia sido suprida). E, como em tudo o que ela fazia, veio a cobrança.
Ah, a cobrança! Um débito que demora a ser pago.
E veio o sentimento de responsabilidade, a obrigação de "crescer", e o desespero do não querer crescer...
Daí surgiu a razão. Ou melhor, as razões pra ser sincera. Um conjunto de razões que sussurraram em seu ouvido que elas, as razões, eram sua única chance de manter-se lúcida, e que a distância poderia matá-la. Ela ainda sente na pele o significado disso!
Suas mãos conseguiam guardar cheiros mais facilmente. Ela acreditava que era o tal do "acumulo de conhecimento"!
Quando ela conversava com pessoas mais jovens, falava como se soubesse tudo sobre a vida, como um avô que conta histórias para os netos.
O engraçado é que ela sabia que as coisas não iam melhorar, que iam ficar cada vez mais pesadas, até que ela chegasse ao ponto da explosão ou do conformismo de se viver vegetando (o que lhe soava mais provável)
Tempo era uma palavra que ela só conseguia pronunciar se viesse acompanhado de "não tenho", "me falta", " preciso", ou qualquer outra palavra que significasse "não posso"!
Meu Deus, e a cobrança! A injusta e repetitiva cobrança que lhe martelavam: "você precisa fazer isso", "você precisa passar mais tempo com a gente". E ela não podia olhar nem pra si mesma!
E como se não bastasse, fantasmas de amigos que resolveram abandoná-la, voltaram assombrando sua inconstante bola de cristal.
No meio de tanta loucura quase matou seu mentor, e demoraria uma eternidade até que ela considerasse a possibilidade de se perdoar.
Indicaram-lhe a estrada para a revolução,mas, novamente, ela ainda não pôde percorrê-la.
Disseram-lhe que não haviam biscoitos para ela, e ela se perguntou quando sobraria algum.
De todo o inesperado e bizarro que poderia lhe acontecer, lhe apareceram logo os sem cabeça, literalmente!
E passou para o topo, foi eleita, e carrega a responsabilidade de juntar os cacos de um coração partido, até que alguém com os pré requisitos possa colocar definitivamente tudo no lugar.
Perguntava-se em que estrada se perder, mas para estar naquela que levava à revolução, pagava-se muito caro, e a estrada de pincel já tinha sido apresentada como uma das que não haviam sobrado.
Olhou, seduziu e foi seduzida, abandonou e foi abandonada, e agora escuta sons estranhos quando vai dormir. Se encantou!
Continua guardando numa caixa as lembranças que quer levar por toda a vida.
E ela adivinhou de novo! Adivinha quem está por perto outra vez?!
Criava frases filosóficas para tentar explicar dores da alma que nem Platão saberia explicar. Freud sequer ousaria...
Ela até que estava tentando fazer planos seguros dessa vez, mas ela gostava dos sonhos como um incendiário. E adivinhou um mundo no escrever de uma frase.
E ela queria achar o caminho de casa. Queria ir pra longe, para nunca mais voltar. Ou talvez até voltasse, para contar como foi sua vida de morte.
Qual direção ela deveria tomar quando a vida não apontava nenhum caminho?
E ela percebeu que o mundo não parava de girar, e que as dores do passado não parariam de sangrar. Então ela sentou e ficou esperando, ninguém sabe pelo que.
Parece que ela espera até hoje...