sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vício

Antes era loucura, desejo incontrolável, tremedeira, necessidade sem escrúpulos, remédio em doses exageradas...

Agora continua sendo remédio, porém manipulado em doses moderadas. Agora é paciência, é desejo gostoso e repentino, é o arrepio diante do novo e a emoção apaziguada diante do antigo. É, não a necessidade, mas a vontade crescente e deliciosa.

Antes era paixão, daquelas que causam desespero e queda de cabelos. Agora é amor, descansando num hábito não tão rotineiro, mas agradável e ecologicamente correto.

Antes era "tsunami", agora é maré baixa num fim de tarde. Antes era lua cheia, agora é pôr-do-sol. Antes era cigarro mentolado, agora é chocolate quente com rosquinhas.

Antes era explosão, hoje caixa inabalável de surpresas.

Antes eram revistas e cd's. Agora, nós e nossos momentos.

Antes era a cura. Agora também... Mas não a única!

Antes era Soul Wind no CMF. Agora é Paulinho Moska no Parque da Cidade.

Antes era choque e tremor. Agora são lembranças e arrepios.

Antes era obssessão.
Agora é amor!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Retorno a Saturno


Eu não sei o meu nome.
Não faço idéia sobre de onde eu vim.

Fui colocada nesse corpo, jogada nesse mundo e deixada pra trás.

Vivi aqui todo esse tempo, me adaptando a tudo e a todos. Usufruindo de todo amor e de toda dor que um ser humano normal poderia sentir.

Finquei raízes nesse mundo. Me apeguei até às menores coisas, principalmente às menores coisas.

Eu realmente tive uma vida aqui. Com todo o amor e toda a dor que essa palavra carrega em seu significado.

E agora que as mutações que meu coração sofreu pareciam estar de acordo com as escolhas que eu fiz, eles querem me levar embora.

Aqueles que um dia me deixaram nesta terra que eu ajudei a transformar, voltaram reclamando seus direitos sobre mim. Mostram-me que, apesar de ter absorvido as características de outros, eu ainda sou parte deles. E que, mesmo que eu vivesse aqui por cem anos, eu ainda seria um deles.

Abandonar o mundo que me acolheu? O mundo que me ensinou, mesmo que a duras penas, o que é se sentir vivo.

Voltar para os braços daqueles que um dia me abandonaram? Aqueles que me vigiaram sorrateiros,não me permitindo a morte mas controlando a minha vida.

Mas eu sei que não tenho escolha. Não me deram essa opção. Não era um pedido de retorno ao lar, era o aviso de que eu voltaria.

E sabendo que não posso fugir, espero o tão amargo e surpreendente dia.

O retorno a Saturno.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

All of a sudden i miss everyone


De repente eu perco a todos, e a dor é mais estranha do que parecia. Seguindo a linha "One Tree Hill", meus dias estão sendo como um fim de episódio, mesmo que pela lógica as coisas precisem começar para que tenham um fim.

And then it's all gone...

Olhares e atitudes extremamente perdidas na indecisão do fugir ou se deixar morrer por alí mesmo.

No peito a dor mais uma vez esconddida, e muito bem escondida, por um sorriso exagerado. O mundo se cansa e eu também!

E as histórias que se cruzaram praticamente perderam seu caminho. Espalhadas, abandonadas em qualquer lugar. Procurando por um guia, uma forma de retornar ao caminho uma vez perdido.

Estaria eu agora recolhendo as cinzas dos sonhos que eu mesma deixei morrer? E como eu consegui deixá-los morrer?!

Cartas não chgam, portas sem utilidade, mistura de vinho e chocolate, reggae pela noite, o frio e a solidão da volta pra casa, uma noite completamente mal dormida, "metaaaaaaaaallll!", fotos e filmagens tremidas e cheias de cócegas, um exército headbanger, um arroz insistente, uma nova fotoconquista e um milhão de fotos que deveriam ser perdidas... Um filme e uma dor, quarto e jujubas, mais uma morte para o currículo, a ansiosa espera por uma alegria prestes a acontecer... uma notícia desesperadoramente inesperada, o retorno dos "minutes to midnight" e suas péssimas e naturais consequências.

Shit...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Um beijo roubado


Estava eu pulando de pára-quedas quando apareceu um gavião e furou a lona do mesmo.

Queda livre, impacto profundo, morte certa!

De repente, um homem alto, lindo, forte, com uma barba estilosa e uma vasta experiência em ressuscitar garotas atacadas por gaviões apareceu e me roubou um beijo.

Acordei...

sábado, 2 de agosto de 2008

THE FUCKING MINUTES AFTER THAT MIDNIGHT

Já passa das 1:00 da manhã e eu não tenho nem um pingo de sono. Mas como diz aquele ditado do tempo em que candeeiro dava choque, "há males que vêm para o bem", minha irmã tá doente e eu vou ficar de vigia caso ela precise de alguma coisa.
Engraçado, há mais ou menos uma hora eu disse pra ela: "não queira aproximar o inferno de mim" quando ela perguntou se eu ia pra faculdade amanhã. Quando a gente tá doente, por menos grave que seja, a gente se sente no inferno, abraçando o capeta, com direito a visitinha especial no escritório do Hitler.
Oh noite perturbadora e instigante. Noite de doentes e vigilantes, de loucos e apenas loucos, de videoclipes e de busca do eu. Oh noite insensata e desconcertante!
Já escrevi um monte de besteiras e ainda assim não tenho sono. Acho que mesmo se ouvisse "Hush little baby" com a suave voz do Johnathan (que por sinal resolveu tirar umas férias da minha vida, ou será que fui eu quem lhe deu férias), eu não conseguiria dormir.
My sister parece que finalmente conseguiu dormir e quase não passam músicas interessantes no rádio. Não posso virar o rosto pra nenhum lado do quarto sem ver os tais alvos repentinamente mudados, aqueles que construiram o meu eu e dilaceraram minha sanidade.
Se fosse o Shakespeare agora faria um soneto. Se fosse o Pelé faria um gol. (piadas sem graça são consequência da insônia, eu garanto)
Minha amiga-soldado-do-exército-de-ombros-e-mãos-viciada-em-jujuba-de-limão (ufa!) postou no blog dela que já está desenhando meu modelito de lambada, o que me dá idéias. Tipo, que tal fazer um remake de "Lambada_dança proibida"?! (viajar na maionese também é consequência da insônia)
Se essa insônia não passar vou escrever mais coisas ridículas como essas, e aí nem eu mesmo vou querer ler esse blog!
Meus alvos-desnorteadores-de-mente continuam por todos os lados, e eu aqui com uma puta insônia, escrevendo um monte de merdas pra ver se o tempo passa logo.
Insônia é uma verdadeira miséria na vid da pessoa. Agora comecei a lembrar de antigos amigos que acabaram ficando pelo caminho e que fazem uma falta do caralho. Só não sei se isso é recíproco. Mas isso não vem ao caso, quem mandou não conseguir dormir?
Como diria o filósofo precursor do movimento "como assimista" e professor de inglês nas horas vagas, carinhosamente apelidado por mim de Lulu: "tá no inferno abraça o capeta!". Continuo curtindo (ou será aturando) minha insônia a escrever um monte de merdas (que incrível sensação de dejavú), as quais obrigarei meus pobres amigos a ler, huahua (riso de filme de terror)
Mas como não posso abusar da boa vontade dos mesmos, e por não querer que joguem em mim toda su fúria por submetê-los a tal tortura, vou parar pr aqui, e acho que já é o bastante...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Minutes To Midnight

É noite. Quase meia-noite. Chega a ser irônico, minutes to midnight!
Um manto de loucura me envolveu há mais de uma semana. Os motivos, os mais inintendíveis possível. E pra complicar, descobri nas palavras de um amigo, que já não sou mais quem eu era, e que a pessoa na qual eu me transformei está bem longe daquela que eu gostaria de ser.
É engraçado como uma cena, mesmo sendo vista e revista 'trocentas' vezes, pode causar um impacto dilacerante em você. E é interessante como um adorno que você ostentava com orgulho como elo de ligação entre você e alguém a quem você supostamente dedica a maior parte da sua atenção, agora te aperta e te incomoda.
É intrigante como o alvo da atenção pode mudar tão repentinamente e com tanta força, e se transportar para alguém a quem você só se deu conta de que existia porque outra pessoa reparou nele primeiro.
Voltando à questão de que eu já não sou mais quem eu era, lembrei-me de um depoimento do orkut, o primeiro que recebi, do meu amigo-tio-pai Ed (que por brincadeira do destino tem o mesmo nome do meu pai, mas é tão diferente dele), em que ele dizia que um coração igual ao meu era difícil de encontrar. Agora é que não dá pra encontrar mesmo! Mudei tanto que mal consigo lembrar como eu era.
Era bonito quando as pessoas falavam de mim como se os meus atos pudessem realmente mudar alguma coisa no mundo. Era o que me dava forças pra continuar, pra ser quem eu era. Às vezes, acho que não era uma fonte renovável!
25 minutes to midnight.
Somente uma coisa tem me acalmado em casa estes dias, e se não fosse essa coisa eu estaria num estado mais deplorável ainda:pronta pra compor uma música emo.
Ultimamente a noite tem me instigado. Só tenho vontade de fazer seja lá o que for a noite. Não é à toa: 22 minutes to midnight.
Uma amiga e futura-quase-corretora dos meus textos, me disse pra não fazer textos muito pessoais. Acho que não vou mostrar esse texto pra ela...
Essa semana eu quase ia ter uma aventura solitária num encontro da revelação de um segredo parte II. E seria uma aventura solitário-desesperada. Mas não aconteceu! Sou covarde demais para injetar em mim mesma uma dose de adrenalina sequer. Nem mesmo que essa adrenalina seja parte de uma cura. Às vezes acho que não quero me curar...
15 minutes to midnight.
Tenho tido pensamentos horríveis ultimamente e tentei afugentá-los da minha cabeça. Mas sou Aline Shinoda, não seria eu se tivesse conseguido!
O medo dos pensamentos é grande porque o último ruim que eu tive não durou nem cinco segundos e mesmo assim aconteceu. Às vezes eu queria estar errada...
10 minutes to midnight.
Não sei se rezo p'ras férias acabarem logo ou pra elas durarem a vida inteira: estou indecisa sobre de que forma eu quero enlouquecer!
Tô prestes a fazer uma besteira universitária por causa de uma amigo com poderes, e pareço não estar nem aí pra tsunami que vem se aproximando. Acho que vou correr pra loja mais próxima e comprar umas bóias...
"Feche os olhos e finja que é tudo um pesadelo. É assim que eu me salvo!" Repeti isso até me convencer, e não me convenci. Então acho que vou continuar repetindo...
3 minutes to midnight.
Cansaço, miolos fervendo, insônia, espera...
Midnight.