quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

About A Boy

Aquele sorriso, tão inacreditável e puro, e era pra mim.
Aquele jeito de vestir o jeans, tão estiloso, e era pra mim.
Aquele cabelo, que outra garota "descabelou", e que foi feito para que eu "descabelasse".
Aquelas manias de mafioso, que eram absolutamente engraçadas, e que eram para que eu usasse.
Aquela razão para sorrir, tão excitante, e era exclusivamente pra mim.
Aquele avião descontrolado, era tão... descontrolado, e era único e exclusivamente pra mim. (O que me faz lembrar que aviões caem bem comigo, literalmente!)
Aquele presente, aquele sonho, e toda aquela situação, era incrível e infinita, e era minha.
Aquelas mãos geladas, confortavelmente geladas, e eram apenas para tocar as minhas.
Aquele olhar, aquele olhar escondido, que me fitava furiosamente. Aquele olhar era único e significativamente meu.
Aquele jeito de não olhar, que era curiosamente pra mim.
Aquele nome, que foi escondido por uma nuvem de diferentes formas de dizer um nome, e que agora aparecia, e a celebração foi toda minha.
Aquela maneira de dizer que eu não ligava, que eu deveria falar 300 vezes, e toda a carência que ele expressava ao dizer isso, e era tudo meu.
Aquele louco e inexplicável sentimento de felicidade, que estava consumindo meu corpo e meus pensamentos, aquele sentimento de felicidade... era exclusivo dele!

domingo, 14 de dezembro de 2008

About me


A mente humana trabalha tão rápido que nem nós mesmos percebemos quando mudamos o foco do nosso pensamento. Mas isso, vários cientistas já provaram, ou seja, eu não descobri a pólvora. A única coisa que descobri nisso tudo é que posso amar minha família de uma forma que eu jamais pudesse imaginar!
Mas às vezes ainda me fascina a idéia de ter vindo de Saturno...
Descobri que tenho problemas com olhos. Já me perdi em diversos, tentei encontrar respostas em alguns, fiz a linha "decifra-me ou devoro-te" com outros. Me encontrei em muitos.
Banquei a durona. Os novos até hoje acreditam que estariam ferrados se tentassem me ferrar. Me mascarei de algo que vai demorar muito tempo pra ser real. Ou talvez nunca seja.
Reprimi sentimentos e escondi dores, mostrando um sorriso amarelo quando perguntavam como eu estava.
Tenho entalado na garganta um grito que faria inveja ao Mr. Bennington.
Me mostraram o caminho, mas ainda não encontrei minha estrada para a revolução. E você pode interpretar das duas formas, elas vão estar incontestavelmente corretas.
Ganhei uma nova realidade e perdi um mundo de sonhos. Ainda não tive coragem de colocar as coisas na balança.
Bati o recorde de "injeções de adrenalina": uma no ano! Mas você pode estar pensando "mas o ano ainda não acabou!" Você realmente acredita na possibilidade de eu me injetar novamente?! Vou nem responder!
Legal! Roberto Gregório não me abandonou.
Me fiz mais uma vez música e reconstrui um delírio. Ah, o vício!
E percebi que o mundo não parava de girar, e que as dores do passado não parariam de sangrar. Então sentei e comecei a esperar. Sei bem pelo que.
Parece que vou continuar esperando...

About a girl


Tudo começou com aquilo que ela chamava de "injeção de adrenalina", que, apesar de ser um grito em busca de liberdade, foi seguido do silenciar de imensas dores.
E veio o cansaço, a vontade de desistir e a necessidade de respirar (que ela sentia que ainda não havia sido suprida). E, como em tudo o que ela fazia, veio a cobrança.
Ah, a cobrança! Um débito que demora a ser pago.
E veio o sentimento de responsabilidade, a obrigação de "crescer", e o desespero do não querer crescer...
Daí surgiu a razão. Ou melhor, as razões pra ser sincera. Um conjunto de razões que sussurraram em seu ouvido que elas, as razões, eram sua única chance de manter-se lúcida, e que a distância poderia matá-la. Ela ainda sente na pele o significado disso!
Suas mãos conseguiam guardar cheiros mais facilmente. Ela acreditava que era o tal do "acumulo de conhecimento"!
Quando ela conversava com pessoas mais jovens, falava como se soubesse tudo sobre a vida, como um avô que conta histórias para os netos.
O engraçado é que ela sabia que as coisas não iam melhorar, que iam ficar cada vez mais pesadas, até que ela chegasse ao ponto da explosão ou do conformismo de se viver vegetando (o que lhe soava mais provável)
Tempo era uma palavra que ela só conseguia pronunciar se viesse acompanhado de "não tenho", "me falta", " preciso", ou qualquer outra palavra que significasse "não posso"!
Meu Deus, e a cobrança! A injusta e repetitiva cobrança que lhe martelavam: "você precisa fazer isso", "você precisa passar mais tempo com a gente". E ela não podia olhar nem pra si mesma!
E como se não bastasse, fantasmas de amigos que resolveram abandoná-la, voltaram assombrando sua inconstante bola de cristal.
No meio de tanta loucura quase matou seu mentor, e demoraria uma eternidade até que ela considerasse a possibilidade de se perdoar.
Indicaram-lhe a estrada para a revolução,mas, novamente, ela ainda não pôde percorrê-la.
Disseram-lhe que não haviam biscoitos para ela, e ela se perguntou quando sobraria algum.
De todo o inesperado e bizarro que poderia lhe acontecer, lhe apareceram logo os sem cabeça, literalmente!
E passou para o topo, foi eleita, e carrega a responsabilidade de juntar os cacos de um coração partido, até que alguém com os pré requisitos possa colocar definitivamente tudo no lugar.
Perguntava-se em que estrada se perder, mas para estar naquela que levava à revolução, pagava-se muito caro, e a estrada de pincel já tinha sido apresentada como uma das que não haviam sobrado.
Olhou, seduziu e foi seduzida, abandonou e foi abandonada, e agora escuta sons estranhos quando vai dormir. Se encantou!
Continua guardando numa caixa as lembranças que quer levar por toda a vida.
E ela adivinhou de novo! Adivinha quem está por perto outra vez?!
Criava frases filosóficas para tentar explicar dores da alma que nem Platão saberia explicar. Freud sequer ousaria...
Ela até que estava tentando fazer planos seguros dessa vez, mas ela gostava dos sonhos como um incendiário. E adivinhou um mundo no escrever de uma frase.
E ela queria achar o caminho de casa. Queria ir pra longe, para nunca mais voltar. Ou talvez até voltasse, para contar como foi sua vida de morte.
Qual direção ela deveria tomar quando a vida não apontava nenhum caminho?
E ela percebeu que o mundo não parava de girar, e que as dores do passado não parariam de sangrar. Então ela sentou e ficou esperando, ninguém sabe pelo que.
Parece que ela espera até hoje...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Delírios de Febre

Adoro brincadeiras.

Adoro que pensem que estou no limiar da razão.

Sou casada com o lápis e amante do delírio.

Comandada por forças inimagináveis. Detida por algo conhecido como amor.

E no despertar do pensamento procuro a alegria de voltar a dormir.

A febre já me atingiu. Tremo pela escassez de calor.

Enquanto o mundo dorme sou um turbilhão de idéias mal resolvidas.

Procuro a canção...

Dores por onde se fala. Travesseiro, um refúgio.

Nobody's listening, nobody's listening, nobody's listening...


Estou com sono. Quer dizer, não estou, fui abandonada por ele. Quero dormir.

Lençol com cheiro de farinha láctea. Estou segura agora...

domingo, 12 de outubro de 2008

sábado, 11 de outubro de 2008

E Não Me Restam Estradas

Continuo sozinho e sem direção.

Como eu pude permitir que me passassem pra trás dessa forma?!

Pq infernos ainda procuro por perfeição, se é tão óbvio que eu não vou encontrar?!

Agora me pergunto quando perdi meu senso de direção. Como foi que deixei escapar meus objetivos?!

Poderia eu recuperar o que está perdido dentro de mim?
E pq raios eu sinto como se merecesse tudo isso?!
Pq minha dor se parece tanto com meu orgulho?
E nos meus erros e medos, acabo me traindo de mais uma vez.

Tudo pq... Acabo me decepcionando outra vez.
E com meus erros e medos eu fujo.
E o silêncio me rasga.
Eu fujo mas acabo sempre indo mais fundo.
Mal posso respirar.
Mas não há arrependimento.
Nem me restam estradas pra fugir!
By Mike and Spike.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

De como enlouqueci_Dedicated

E você se se morde de raiva, repetindo inúmeras vezes: É sempre assim! É sempre assim!
Começo a imaginar todas as coisas que diria. Todos os insultos que desferiria. E fico com mais raiva, pois sei que nunca vou fazer nada disso.
É aí que a gente volta àquela velha história da "injeção de adrenalina". Quando vou aprender que necessito de choques para sentir que estou viva!
Lembro que vi em algum lugar que existem pessoas que apenas sobrevivem. Não importa a razão, não quero me tornar uma delas.
Preciso tomar providências quanto às pessoas que plagiam minha vida(risos). Tenho que agradecer àqueles que ajudaram a escrever a minha história!
Preciso parar com isso! Preciso parar de falar toda vez que faço algo por alguma pessoa. Preciso parar de fazer um monte de coisas...
Será que os meus segredos estão revelando novas faces?! Acho que o meu tão comentado "Retorno a Saturno" está prestes a acontecer.
Às vezes me vejo procurando por respostas onde sei que não vou encontrar. Mas procuro com tanta força que as respostas acabam sendo inventadas pra mim.
Adoro inventar respostas. E morro toda vez que elas se tornam reais!
Senti aquele gosto de novo. Era diferente, o primeiro foi doce, o segundo foi carnal. E foram poéticos, desesperadores e intensamente sonolentos!
E enquanto vou aproveitando o bagunçar dos meus cabelos por um vento matreiro vou entoando uma velha canção que te manda fazer uma lista muito da dolorosa, e que vai acabar te fazendo morrer, como fez a mim. Como assim "quantas canções que você não cantava hoje assobia pra sobreviver"?! Como assim?!
Espalha nesse peito a verdade! Espalhou a maldade e deixou o ódio entrar.
Volto ao início!
E sempre acabo morrendo no final!
Espero sentada. Deito. Ando, corro, vôo e não saio do lugar.
Deixo passar. Espero de novo pacientemente.
Deixo chegar mas não chega.
Troco por um dom. Nada!
"O homem e o estorvo". Ainda não me curei.
Eu faço coisas das quais não me lembro.
Oh céus, como é difícil esquecer!
Olho em certos olhos e novamente procuro respostas.
Canso de procurar.
Quem sobreviverá e o que restará deles? O que restará daquela que acho que ainda sou? Dejavú...
Me acorde quando Setembro acabar... Outubro... Novembro... 2008... o mundo.
E no universo paralelo em que montei tudo o que conheço, mais uma vez estou a espera de um dia 14.
Oh Roberto Gregório, não me deixe! Não me deixe!!!!!
Acho que ele foi o único que ainda não me deixou!

PS: Por onde andará Spike Minoda?

domingo, 5 de outubro de 2008

Lembranças do que não foi

Antes de começar o texto, que é o que realmente interessa, preciso fazer algumas considerações!
Esse é o pior texto que já escrevi na minha vida! Não consegui sentir nenhum tipo de amor por ele, nem amor, nem ódio, nem nada. Não consegui sentir exatamente nada por esse texto! Aí você deve estar se perguntando: "-Então pq raios essa criatura infame está postando esse texto?". Taí uma resposta que eu não vou conseguir responder. Eu simplesmente não sei!!!
Dito isso, fica o pedido de que, se alguém pelo menos desconfiar da resposta, poste um comentário e me conte! Agora se não souber a resposta e também não sentir a microscópica vontade de gastar seus dedinhos colocando um comentário pra essa coisa que eu insisto em chamar de texto, não precisa. Eu vou entender!
PS: Vou por o título do texto aqui de novo, pq falei tanto que é capaz de vocês nem lembrarem mais do que se trata, já que eu tô pedindo o sacrifício de ler o texto, não posso abusar!

Lembranças do que não foi
"Pegaram um trânsito daqueles, mas chegaram todos bem.
Já era tarde, mas como ninguém estava pensando em dormir, ficaram jogando conversa fora, e acabaram por dormir alí mesmo, uns jogados uns por cima dos outros.
Acordaram tarde. O sol já se mostrava impaciente do lado de fora. Arrumaram a baderna da chegada e partiram ao encontro daquele com quem todos têm problemas: o mar!
Alguns ficaram de longe, apenas apreciando o movimento das ondas. Outros mergulharam de cabeça nelas. No final estavam todos levando altos caldos e rindo uns dos outros.
O almoço foi uma farra! Uns contavam piadas horríveis enquanto os outros riam até se engasgar pela falta de graça das piadas!
Finzinho de tarde e eles alí, jogados pelos fundos da casa a conversar abobrinhas e rir à beça. O sol, impaciente como sempre, já os estava deixando.
(Citação sem noção: "the sun goes down, I feel the light betray me!")
Passeio, pracinha, pastel, casa e sono.
Brincaram de pique-esconde... Como assim, brincaram de pique-esconde?! Como assim?!
Foi tão absurdamente divertido que eles mal conseguiam respirar por causa da adrenalina causada pelo desejo de não ser encontrado!
Tudo era uma farra!
À noite, música brega e garrafas de cerveja... de novo!
"Altos", completamente! Sono.
Cansaço, sorrisos e despedidas. É hora de voltar a realidade.."
Infelizmente, rabiscado por Aline Shinoda e seu incansável alter-ego em 05 de outubro de 2008, with a lot of shit!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ainda vejo aviões


Ainda sinto um embrulho no estômago ao lembrar de minhas vítimas.
Hannibal Lecter sentiria inveja de mim.
Já tirei a vida de mais pessoas num único episódio do que qualquer serial killer.
Não faço planos, apenas mostro-lhes a execução.
Despedacei o mundo de muita gente. Arranquei-lhes as pessoas que eles mais amavam.
Espalhei o sofrimento e a dor.
Não há dúvidas de que haverão outras mortes, outros corações dilacerados, outros corpos queimados, outras tempestades, outras tsunamis, outros assassinatos, outras overdoses, outros suicídios.
Carrego um cemitério na cabeça e armas no coração.
Ainda sonho.
Ainda penso.
Ainda escrevo.
Ainda vejo aviões...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Despedida


Destino. Aquela coisa na qual a gente põe a culpa quando as coisas dão errado. Isso, é claro, quando a gente não põe a culpa em Deus!

Nesse momento ele estava amaldiçoando o destino por ter colocado, na vida da pessoa que ele mais amava no mundo, um outro caminho para ser feliz... Sozinha!
"O amor é egoísta!" Frase que ele repetia para si mesmo como desculpa por não querer que ela fosse embora. Mesmo sabendo que pra ela era um sonho que estava se realizando.

Quando soube que ela iria pra fora do país, ele chorou por dias. Não conseguia entender como os sonhos dela poderiam ser tão diferentes dos dele. Por qual estúpido motivo ela não poderia querer uma vida normal como todo mundo?! Ela tinha que querer fazer uma coisa tão diferente? E o pior, ela tinha que conseguir? Não era justo, e ela também sabia!

Agora ele lembrava de suas conversas, quando eles faziam planos. Ela sempre insistia em colocar sua "suposta futura vida" longe daqui, suas mil e uma viagens ao redor do mundo, as festas badaladas em que iria, os amigos famosos que teria e o quão famosa ela também seria. Por fim, dizia que ele estaria lá, do lado dela, dando-lhe forças. Ela costumava dizer que já não via sua vida sem a dele, e sem esse futuro com o qual ela tanto sonhava.

Ele chegou a achar que ela se esqueceria, se conformaria com a vida real, aceitaria os planos de uma vida simples. Mas aí aconteceu.
Como que do nada o sonho da mulher que ele amava se realizou, e como num estalo ele percebeu que não haveria espaço para ele nessa nova vida.
Eles tinham sonhos diferentes. Diferentes demais. Almas gêmeas sem um caminho em comum.

E lá estava ele, no lugar onde se conheceram, para também se despedirem. Ela viajaria amanhã para a vida de sonho dela, e ele seria apenas mais um espectador.
Ela já estava atrasada uns 30 minutos, e ele sorria. Era o jeito dela. Ela mesma chegou a dizer que isso era um charme. E ele esperava pacientemente.
De onde ele estava podia ver todos aqueles corpos se balançando ao som da música que um dia já o havia embalado.

Aquelas pessoas sorridentes e despreocupadas não podiam perceber o ar triste e desconsolador que pairava sobre ele naquele momento. O mundo havia caído bem debaixo dos seus pés e ele nem podia gritar. A perversidade do momento tirou-lhe as forças.
Ela chegou. Vestida de jeans e camiseta. Linda! E já não era mais dele.

A camiseta fora presente dele pelo último aniversário de namoro. Uma camiseta do LINKIN PARK, banda cuja música estava tocando no instante do primeiro beijo. Uma das coisas mais perfeitas e românticas da vida dele, mesmo sendo difícil de imaginar um momento romântico ao som de "One Step Closer".

Ela beijou-lhe o rosto e sentou-se do seu lado. Que universo de pensamentos estaria passando pela cabeça dela agora, ele jamais saberia. Havia perdido o dom de adivinhar seus desejos havia um mês.

Não parecia estranhos, mas também não pareciam se conhecer muito bem. E se olharam em silêncio por segundos que duraram uma eternidade.

Ela começou a falar e ele foi tomado por um entorpecimento ao som de suas palavras. Não conseguia acreditar que seu mundo acabaria daquela forma.

Ele disse que não poderiam se enganar. Ela jamais voltaria e eles sabiam disso. Era o fim e era tudo.

Ela disse: "Eu te amo... Mas eu tenho os meus sonhos.

Ele: "Eu entendo que você tenha os seus sonhos, o que eu não consigo é te deixar ir embora!"

Ela: "Mesmo que a gente nunca mais volte a ficar junto, eu jamais poderei esquecer você."

Ele: "Eu sei, e é isso que me mantém respirando."

Ela se levantou, beijou-lhe novamente a face e disse: "Eu te amo, mas escolhi meus sonhos... O que não quer dizer que eu não te ame com tudo que eu posso!"

Ele: "Talvez eu não entenda completamente, mas eu entendo."

Ela disse que precisava ir, ainda tinha muito o que providenciar sobre a viagem do dia seguinte. Beijou-lhe novamente a face e disse com uma intensidade dilacerante: "Eu te amo!"

E finalmente ele conseguiu responder: " Não mais do que eu a você!"

E levantou-se, tomou-a nos braços e a beijou como se o simples ato de não fazê-lo fosse lhe arrancar as forças vitais.

Depois ele a olhou fixamente e disse: " Agora vá, antes que meu coração não permita!"

Ela sorriu e se foi.

E antes que ele a perdesse completamente de vista, palavras entrecortadas por soluços foram balbuciadas por aquele amante desesperado:

-"Não mais do que eu a você!"

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Songs To Love And Dye By_Início


Quando comecei com essa parada de "canções para amar e morrer" não imaginei como isso poderia se tornar significativo. Pra falar a verdade, eu não fazia idéia do que seria esse projeto, então deixei que a própria música me guiasse até onde ela achasse melhor. Acho que ela está me guiando direitinho!
Mas vamos começar do começo.
A frase "canções para amar e morrer" chegou a mim como título de um episódio de "One Tree Hill", aliás um puta episódio (com o perdão da chula palavra). E como todos os episódios de One Tree Hill, me tocou profundamente. Uma história bonita, cheia de dor, de amor e de música!
O nome do episódio não me saía da cabeça. Cheguei a colocá-la como frase do Orkut por uma semana. Na mesma época fui hipnotizada e seduzida por uma música de riffs de guitarra poderosos e de um vocal inevitavelmente tocante.
A música, "No Roads Left" da minha banda favorita (é LINKIN PARK porra!!!), também foi parar no meu Orkut, no aplicativo minha música (se quiserem conferir se a música é tudo isso mesmo passem lá, a música é perfeita!).
Não podia dar em outra. A frase "canções para amar e morrer" e a música "No Roads Left" não podiam ter ido parar juntas por acaso. As duas estavam me chamando.
Como além de estar no meu Orkut elas não saíam da minha cabeça, decifrei o código misterioso entre elas e coloquei o meu "interessantíssimo" projeto fantasma em prática.
Pela lógica, eu teria que ser a primeira pessoa a fazer uma lista das minhas "canções para amar e morrer", mas como meu alter-ego tem vontade própria e adora me deixar ansiosa, decidimos por consenso (dela) de que era melhor só observarmos por um tempo.
Aos amigos, a frase era dita seguida de uma "explicação filosófica", meio óbvia às vezes, mas que atiçava o desejo musical deles.
Uma das coisas mais legais dessa "pesquisa de opinião" é ver como as pessoas "morrem" com músicas tão diferentes. Às vezes é só a melodia que lhe tira as forças, outras só a letra, e na melhor das circunstâncias é a junção das duas que te derrubam, te fazendo cair no mar de libertação que é o deleite musical.
Outra coisa linda é a unanimidade. O fato de pessoas tão diferentes amarem a mesma música. E morrerem por ela...
Falando de unanimidades, havia uma pergunta que todos me faziam: "o que você vai fazer com essas músicas?" E como já confessei, eu não fazia idéia do que iria fazer com elas, só sabia que precisava conhecê-las e reuni-las.
Bem, da mesma forma inesperada como chegaram a frase e a música que deram origem a toda essa diversidade, me vieram duas idéias interessantíssimas sobre o que fazer com elas. Mas é claro que eu não vou abrir o jogo assim tão facilmente!
A questão é que preciso esperar por mais "canções para amar e morrer", escutá-las, e , quem sabe, descobrir a razão tão única e individual pela qual as pessoas as amam e morrem por elas.
E por enquanto é só isso. Que venham mais canções, para mim e para vocês, para que nós possamos amá-las e, principalmente, morrer por elas!
Até a próxima!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vício

Antes era loucura, desejo incontrolável, tremedeira, necessidade sem escrúpulos, remédio em doses exageradas...

Agora continua sendo remédio, porém manipulado em doses moderadas. Agora é paciência, é desejo gostoso e repentino, é o arrepio diante do novo e a emoção apaziguada diante do antigo. É, não a necessidade, mas a vontade crescente e deliciosa.

Antes era paixão, daquelas que causam desespero e queda de cabelos. Agora é amor, descansando num hábito não tão rotineiro, mas agradável e ecologicamente correto.

Antes era "tsunami", agora é maré baixa num fim de tarde. Antes era lua cheia, agora é pôr-do-sol. Antes era cigarro mentolado, agora é chocolate quente com rosquinhas.

Antes era explosão, hoje caixa inabalável de surpresas.

Antes eram revistas e cd's. Agora, nós e nossos momentos.

Antes era a cura. Agora também... Mas não a única!

Antes era Soul Wind no CMF. Agora é Paulinho Moska no Parque da Cidade.

Antes era choque e tremor. Agora são lembranças e arrepios.

Antes era obssessão.
Agora é amor!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Retorno a Saturno


Eu não sei o meu nome.
Não faço idéia sobre de onde eu vim.

Fui colocada nesse corpo, jogada nesse mundo e deixada pra trás.

Vivi aqui todo esse tempo, me adaptando a tudo e a todos. Usufruindo de todo amor e de toda dor que um ser humano normal poderia sentir.

Finquei raízes nesse mundo. Me apeguei até às menores coisas, principalmente às menores coisas.

Eu realmente tive uma vida aqui. Com todo o amor e toda a dor que essa palavra carrega em seu significado.

E agora que as mutações que meu coração sofreu pareciam estar de acordo com as escolhas que eu fiz, eles querem me levar embora.

Aqueles que um dia me deixaram nesta terra que eu ajudei a transformar, voltaram reclamando seus direitos sobre mim. Mostram-me que, apesar de ter absorvido as características de outros, eu ainda sou parte deles. E que, mesmo que eu vivesse aqui por cem anos, eu ainda seria um deles.

Abandonar o mundo que me acolheu? O mundo que me ensinou, mesmo que a duras penas, o que é se sentir vivo.

Voltar para os braços daqueles que um dia me abandonaram? Aqueles que me vigiaram sorrateiros,não me permitindo a morte mas controlando a minha vida.

Mas eu sei que não tenho escolha. Não me deram essa opção. Não era um pedido de retorno ao lar, era o aviso de que eu voltaria.

E sabendo que não posso fugir, espero o tão amargo e surpreendente dia.

O retorno a Saturno.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

All of a sudden i miss everyone


De repente eu perco a todos, e a dor é mais estranha do que parecia. Seguindo a linha "One Tree Hill", meus dias estão sendo como um fim de episódio, mesmo que pela lógica as coisas precisem começar para que tenham um fim.

And then it's all gone...

Olhares e atitudes extremamente perdidas na indecisão do fugir ou se deixar morrer por alí mesmo.

No peito a dor mais uma vez esconddida, e muito bem escondida, por um sorriso exagerado. O mundo se cansa e eu também!

E as histórias que se cruzaram praticamente perderam seu caminho. Espalhadas, abandonadas em qualquer lugar. Procurando por um guia, uma forma de retornar ao caminho uma vez perdido.

Estaria eu agora recolhendo as cinzas dos sonhos que eu mesma deixei morrer? E como eu consegui deixá-los morrer?!

Cartas não chgam, portas sem utilidade, mistura de vinho e chocolate, reggae pela noite, o frio e a solidão da volta pra casa, uma noite completamente mal dormida, "metaaaaaaaaallll!", fotos e filmagens tremidas e cheias de cócegas, um exército headbanger, um arroz insistente, uma nova fotoconquista e um milhão de fotos que deveriam ser perdidas... Um filme e uma dor, quarto e jujubas, mais uma morte para o currículo, a ansiosa espera por uma alegria prestes a acontecer... uma notícia desesperadoramente inesperada, o retorno dos "minutes to midnight" e suas péssimas e naturais consequências.

Shit...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Um beijo roubado


Estava eu pulando de pára-quedas quando apareceu um gavião e furou a lona do mesmo.

Queda livre, impacto profundo, morte certa!

De repente, um homem alto, lindo, forte, com uma barba estilosa e uma vasta experiência em ressuscitar garotas atacadas por gaviões apareceu e me roubou um beijo.

Acordei...

sábado, 2 de agosto de 2008

THE FUCKING MINUTES AFTER THAT MIDNIGHT

Já passa das 1:00 da manhã e eu não tenho nem um pingo de sono. Mas como diz aquele ditado do tempo em que candeeiro dava choque, "há males que vêm para o bem", minha irmã tá doente e eu vou ficar de vigia caso ela precise de alguma coisa.
Engraçado, há mais ou menos uma hora eu disse pra ela: "não queira aproximar o inferno de mim" quando ela perguntou se eu ia pra faculdade amanhã. Quando a gente tá doente, por menos grave que seja, a gente se sente no inferno, abraçando o capeta, com direito a visitinha especial no escritório do Hitler.
Oh noite perturbadora e instigante. Noite de doentes e vigilantes, de loucos e apenas loucos, de videoclipes e de busca do eu. Oh noite insensata e desconcertante!
Já escrevi um monte de besteiras e ainda assim não tenho sono. Acho que mesmo se ouvisse "Hush little baby" com a suave voz do Johnathan (que por sinal resolveu tirar umas férias da minha vida, ou será que fui eu quem lhe deu férias), eu não conseguiria dormir.
My sister parece que finalmente conseguiu dormir e quase não passam músicas interessantes no rádio. Não posso virar o rosto pra nenhum lado do quarto sem ver os tais alvos repentinamente mudados, aqueles que construiram o meu eu e dilaceraram minha sanidade.
Se fosse o Shakespeare agora faria um soneto. Se fosse o Pelé faria um gol. (piadas sem graça são consequência da insônia, eu garanto)
Minha amiga-soldado-do-exército-de-ombros-e-mãos-viciada-em-jujuba-de-limão (ufa!) postou no blog dela que já está desenhando meu modelito de lambada, o que me dá idéias. Tipo, que tal fazer um remake de "Lambada_dança proibida"?! (viajar na maionese também é consequência da insônia)
Se essa insônia não passar vou escrever mais coisas ridículas como essas, e aí nem eu mesmo vou querer ler esse blog!
Meus alvos-desnorteadores-de-mente continuam por todos os lados, e eu aqui com uma puta insônia, escrevendo um monte de merdas pra ver se o tempo passa logo.
Insônia é uma verdadeira miséria na vid da pessoa. Agora comecei a lembrar de antigos amigos que acabaram ficando pelo caminho e que fazem uma falta do caralho. Só não sei se isso é recíproco. Mas isso não vem ao caso, quem mandou não conseguir dormir?
Como diria o filósofo precursor do movimento "como assimista" e professor de inglês nas horas vagas, carinhosamente apelidado por mim de Lulu: "tá no inferno abraça o capeta!". Continuo curtindo (ou será aturando) minha insônia a escrever um monte de merdas (que incrível sensação de dejavú), as quais obrigarei meus pobres amigos a ler, huahua (riso de filme de terror)
Mas como não posso abusar da boa vontade dos mesmos, e por não querer que joguem em mim toda su fúria por submetê-los a tal tortura, vou parar pr aqui, e acho que já é o bastante...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Minutes To Midnight

É noite. Quase meia-noite. Chega a ser irônico, minutes to midnight!
Um manto de loucura me envolveu há mais de uma semana. Os motivos, os mais inintendíveis possível. E pra complicar, descobri nas palavras de um amigo, que já não sou mais quem eu era, e que a pessoa na qual eu me transformei está bem longe daquela que eu gostaria de ser.
É engraçado como uma cena, mesmo sendo vista e revista 'trocentas' vezes, pode causar um impacto dilacerante em você. E é interessante como um adorno que você ostentava com orgulho como elo de ligação entre você e alguém a quem você supostamente dedica a maior parte da sua atenção, agora te aperta e te incomoda.
É intrigante como o alvo da atenção pode mudar tão repentinamente e com tanta força, e se transportar para alguém a quem você só se deu conta de que existia porque outra pessoa reparou nele primeiro.
Voltando à questão de que eu já não sou mais quem eu era, lembrei-me de um depoimento do orkut, o primeiro que recebi, do meu amigo-tio-pai Ed (que por brincadeira do destino tem o mesmo nome do meu pai, mas é tão diferente dele), em que ele dizia que um coração igual ao meu era difícil de encontrar. Agora é que não dá pra encontrar mesmo! Mudei tanto que mal consigo lembrar como eu era.
Era bonito quando as pessoas falavam de mim como se os meus atos pudessem realmente mudar alguma coisa no mundo. Era o que me dava forças pra continuar, pra ser quem eu era. Às vezes, acho que não era uma fonte renovável!
25 minutes to midnight.
Somente uma coisa tem me acalmado em casa estes dias, e se não fosse essa coisa eu estaria num estado mais deplorável ainda:pronta pra compor uma música emo.
Ultimamente a noite tem me instigado. Só tenho vontade de fazer seja lá o que for a noite. Não é à toa: 22 minutes to midnight.
Uma amiga e futura-quase-corretora dos meus textos, me disse pra não fazer textos muito pessoais. Acho que não vou mostrar esse texto pra ela...
Essa semana eu quase ia ter uma aventura solitária num encontro da revelação de um segredo parte II. E seria uma aventura solitário-desesperada. Mas não aconteceu! Sou covarde demais para injetar em mim mesma uma dose de adrenalina sequer. Nem mesmo que essa adrenalina seja parte de uma cura. Às vezes acho que não quero me curar...
15 minutes to midnight.
Tenho tido pensamentos horríveis ultimamente e tentei afugentá-los da minha cabeça. Mas sou Aline Shinoda, não seria eu se tivesse conseguido!
O medo dos pensamentos é grande porque o último ruim que eu tive não durou nem cinco segundos e mesmo assim aconteceu. Às vezes eu queria estar errada...
10 minutes to midnight.
Não sei se rezo p'ras férias acabarem logo ou pra elas durarem a vida inteira: estou indecisa sobre de que forma eu quero enlouquecer!
Tô prestes a fazer uma besteira universitária por causa de uma amigo com poderes, e pareço não estar nem aí pra tsunami que vem se aproximando. Acho que vou correr pra loja mais próxima e comprar umas bóias...
"Feche os olhos e finja que é tudo um pesadelo. É assim que eu me salvo!" Repeti isso até me convencer, e não me convenci. Então acho que vou continuar repetindo...
3 minutes to midnight.
Cansaço, miolos fervendo, insônia, espera...
Midnight.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Happy friend's day!


Às vezes a vida parece coisa de cinema, e dessa vez foi demais, como num episódio de "One Tree Hill".
A trilha sonora, de artista desconhecido por mim, estava à altura. Era um instrumental melancólico e bonito, conseguia dar paz e assustar ao mesmo tempo.
O roteiro, ainda inacabado, começou com uma previsão que foi logo posta de lado, mas que deveria ser levada a sério. Depois veio o susto, e a maldita epifania seguida das lágrimas.
O Dia do Amigo só ganhou significado pela razão de estarmos todos reunidos em prol de um amigo, mas perdeu completamente aquela expectativa otimista de ser um dia feliz.
Susto, preocupação, lágrimas inéditas, abraços acanhados e eu fazendo pose de forte, mas definhando por dentro.
A direção foi de um cara bastante experiente, que não nos deixou na mão e cuidou de nos trazer um pouco de paz mesmo naquele momento.
A fotografia podia ter sido melhor. Não me agrada muito a idéia de um set de filmagem ser um hospital. Nós só vamos a hospitais quando tem alguma coisa muito ruim acontecendo!
Os personagens principais, nós, amigos.
A produção foi feita pelo braço direito do diretor.
As fotos de divulgação serão, com certeza, nossos rostos alegres comemorando a vitória diante de mais um obstáculo e nos preparando para o episódio seguinte!

Releitura de mim


Eu sou feita de música
Música que ninguém contou
Música que todos sabem
Sou feita de palavras soltas
Alinhadas na devassidão do desejo
E novamente espalhadas pela ânsia do recolhimento
Sou princípio do que não houve e fim de quase tudo
Sou parte da vida de todo mundo
E da de ninguém
Aproveitamento do mal
Enriquecimento do bem
Provérbio mal escrito
Verbo sem conjugação
Substantivo comum
Impróprio para muitos
O poder da decisão
Tenho as mãos manchadas de sangue
Carrego a culpa de centena de mortes
Sou procura insensata
Encontro fatídico
Vírus inofensivo
Cura improvável
Sou roteiro inacabado
De fotografia incerta
Numa ação dramática
de Poemas Outros Trazidos feito Canção
de Lugares Omitidos de Tempos Remotos
de Loucuras Próprias
Sou medo de mim
Solidão certa
Indefinido tempo
Artigo indefinido
Lição de moral
Imoralidade escapando pelos poros
E retraindo-se outra vez
Medo do talvez
Dor insensata
Mania irremediável
Conceituação irregular
Medo do escuro
Fábula inssossa
Letra e música
Árvore de raízes profundas e frágeis
Animal escondido e acuado procurando redenção
Poço de lágrimas
Imensidão de mundo
Exagero de sentimentos
Um alter ego gritante
Força absoluta
De uma fraqueza insolucionável
Medo de todos
Imprecisão assustadora
Detalhes de tudo
Conhecimento do nada
Sou filme, música e dor
O mar arrebentando em mim
Sou a luta e a fadiga
O controle e a indecisão
Resto de mundo e começo de universo
Uma vida contada
Um segredo escondido
A loucura revelada
O eu e o outro
Mais o outro do que eu
Eu...

segunda-feira, 21 de julho de 2008


Um encontro marcado com seis meses de antecedência.

Marcado por um início nada feliz, um desenvolvimento sofrido e um fim espetacular. Aliás, não se pode chamar isso de fim. Isso não está com cara de fim!

No início, dor desnorteadora, seguida daquela vontade de querer consertar tudo, mas que se vê vencida pela impotência. "Como vencer a morte?", insistia uma voz interior, tentando me convencer de que, por mais que eu tentasse, não conseguiria mudar os fatos.

Depois veio a maldita confusão de pensamentos, acompanhada do sentimento de culpa que se entranhou em mim desde o primeiro instante.

Mal conseguia respirar, viver um dia de cada vez parecia impossível. Na verdade parecia que eu estava morrendo um pouco mais a cada dia. E a sensação de morte é insuportável.

Daí o encontro foi marcado. Por muitas razões: a culpa; um inquietante sentimento de obrigação, como se eu fosse pagar uma dívida; o desejo enorme de um encontro inédito; e, talvez a maior e mais perigosa de todas as razões, a revelação de um segredo.

A espera foi ansiosa e muitas lágrimas foram derramadas. Milhões de tentativas de reparação foram tentadas. Algumas sem muito sucesso, outras que causaram um choque irremediável.

Parecia que o tempo não passava. A dor da espera era quase insuportável. Me agarrava a qualquer coisa que pudesse nos ligar de alguma forma. E fui assim, me entregando à loucura para manter a sanidade.

As notícias chegavam como um raio. Eu consumia todas as novidades com a fome de um refugiado de guerra. As informações vinham de todos os lados e a voracidade com a qual eu as absorvia era assustadora, e chegou a me lembrar da minha época de psicopata.

Faltando uma semana para o tão esperado encontro fui acometida pelos mais nítidos sintomas da chegada. Primeiro veio aquela estranha e deliciosa expectativa, daí o formigamento, o medo e a dor de estômago. O nervosismo era aparente. A ansiedade era um "bicho-papão" que passou uns dias feito minha sombra. Cheguei a fazer ligações com desculpas absurdas na esperança de que alguém confessasse que sentia o mesmo.

Pedi ajuda, e houveram frases que tiveram o impacto de uma "tsunami de água fria". Nunca me senti tão sozinha e tão entulhada de gente ao mesmo tempo.

Um dia antes do fatídico encontro, já tava dando pra brincar de "Piratas do Caribe" no meu quarto, por que as inúmeras lágrimas que derramei formaram um oceano ao meu redor.

Minhas unhas só escaparam de ser roídas pela singela razão de que eu as havia pintado em força da ocasião especial. Geralmente tenho preguiça de pintá-las, mas desta vez era diferente, tinha que ocupar meu tempo com o que quer que fosse, ou morreria de ansiedade.

Então chegou o dia. Cobri o nervoso com um lenço vermelho e fui ao local decidido. Mas não fui sozinha. Levei comigo um exército de mãos que me segurassem e de ombros que amparassem minha cabeça cansada e confusa. Eram ao todo oito ombros e mãos.

Precisei de drogas para me acalmar e tive que sustentar meu vício por jujubas, compartilhado por um soldado do exército de ombros e mãos.

E em meio a jujubas roxas e verdes fomos encontrá-lo.

Primeiro nos deparamos com uma representação dele. O primeiro prato daquele espetacular banquete que nos esperava.

Ele chegou, tão perfeito e inconfundível que finalmente pude responder à altura daquela maldita voz interior que me perguntava: "Como vencer a morte?" Pois é! Dessa forma ele lutou e venceu.

Eu já sabia que ele não viria sozinho, só não sabia que viria tão bem acompanhado. Seu grupo estava tão impecável quanto ele.

Ele nos assustou, nos fez rir e está nos dando um trabalhão até agora: precisamos de uma palavra mais significativa que perfeição para definir a ele e a seu time.

Mas para mim ele preparou algo ainda maior: absolveu-me da culpa, transformou meu sentimento de obrigação num deleite enlouquecedoramente extravagante e me revelou seu segredo. O segredo que me puxou pela mão e me guiou até esse encontro.

Ele era o segredo. Ele, o tempo todo. Ele era o segredo que foi revelado para todos.

Mas o "depois" ninguém nunca vai saber. Foi compartilhado apenas com aqueles que identificaram o segredo através do segredo, e nada me tira da cabeça de que para cada um foi revelado algo extremamente diferente!

Alguns adotaram essa explicação. Outros preferem dizer que o grande segredo é que não existe segredo nenhum!

Eu?! Eu marquei outro encontro! Quero provar de novo do segredo!